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Nº Páginas: 548
Sinopse:
"O voto do Povo Português não vai ser exercido contra a liberdade; tem de ser exercido pela liberdade. Nós não vamos perder, por via eleitoral, aquilo que tanto tem custado aos Portugueses." Vasco Gonçalves "Tão bom socialista é aquele que vai à Missa como aquele que não vai." Mário Soares, em campanha "E digo-lhe mais: em Portugal, doravante, não existirá qualquer hipótese para a instauração de uma democracia como as que se conhecem na Europa Ocidental. Nunca mais!" Álvaro Cunhal, entrevista a Oriana Fallaci "É tarefa de génios gizar uma Constituição Revolucionária tão avançada que não seja ultrapassada [...] tão justa que seja digna dos trabalhadores de Portugal." Costa Gomes, na abertura dos trabalhos da Constituinte "Povo que somos, choramos lágrimas de felicidade e verdade revolucionária. Felizes como estamos, garantimos a vitória do poder popular. Viva a aliança Povo-MFA! Pela revolução até ao fim!" Telegrama enviado às redações pelos trabalhadores de escritório do distrito de Setúbal
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Abril foi o mês que mudou Portugal e os portugueses. 1974 fez cair Marcelo Caetano e, com ele, o regime de ditadura que vigorava desde 1926. As certezas de um regime que parecia inamovível desfizeram-se num dia. Passados 40 anos, eis o registo de um ano histórico, página a página, através de um jornal, o "Diário de Notícias", e uma revista, a "Flama". Os sonhos, as ambições, as promessas, os desafios, despertando memórias e provocando surpresas.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Em 1973, os portugueses vivam sob o jugo do Estado Novo há quarenta anos. Se era já inevitável, para alguns, o fim do regime, para muitos outros, era apenas mais um ano do século XX, em que notícias, livros, guiões de cinema e peças de teatro continuavam a ser censurados, em que milhares de jovens perdiam a vida na absurda e injusta guerra colonial, em que, para uma percentagem grande da população, a emigração era a única alternativa à miséria. Ainda não o sabiam, mas 1973 seria o último ano civil sob a égide do Estado Novo. A edição inaugural do Expresso, a declaração unilateral de independência da Guiné-Bissau, as eleições legislativas - as últimas em ditadura -, a participação no Festival da Eurovisão, com a famosa canção Tourada, com letra do poeta Ary dos Santos e interpretada por Fernando Tordo, as manifestações estudantis violentamente reprimidas, as ondas de choque da crise internacional do petróleo, tudo concorre para o dia de abril que ficaria para sempre assinalado nos calendários dos portugueses. Passados cinquenta anos, Tiago Beato, jornalista e escritor, viaja até esse período e faz, neste 1973 - Uma Cronologia do Ano Zero, uma compilação dos momentos mais paradigmáticos de um país em ebulição, pautados pelos acontecimentos internacionais que marcavam a atualidade na altura. Da política à cultura, passando pela sociedade e pelo desporto, 1973 faz um retrato social e cultural do país, com um olhar que se alarga ao mundo, nos últimos meses de uma ditadura com os dias contados.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
A história de um jovem dividido entre a tradição e a liberdade, entre a família e a autodeterminação, numa sociedade ressequida por uma devastadora crise económica. Um romance cómico e comovente sobre a juventude e a sua dissolução na vida adulta.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
O ano de 1924 marcou a vida de Adolf Hitler e o destino da Humanidade. Detido na sequência do putsch em Munique, um golpe falhado, e rodeado pelos seus coconspiradores, Hitler passa na prisão por um período intenso de leitura e escrita enquanto aguarda um julgamento por traição. Nesse ano sedimenta as bases do que viria a ser a ideologia do Terceiro Reich, arquiteta a então aparentemente impossível subida ao poder e escreve Mein Kampf, o seu manifesto infame. Tudo o que a História presenciou depois - a violência, a ditadura, a guerra mais mortífera de sempre - encontrava-se cristalizado nesse ano paradigmático. Até agora, tal período ficou por analisar com a devida profundidade. O jornalista Peter Ross Range fá-lo magistralmente, descrevendo os episódios do ano mais importante para perceber a mente de Hitler numa obra pioneira e de leitura empolgante: "1924 - O Ano que criou Hitler".
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Em março, uma força revolucionária "democrática" obriga o Czar Nicolau II a abdicar. Em abril, os EUA entram na Primeira Guerra Mundial. Em maio, três pastorinhos vêm uma "Senhora" vestida de branco em Fátima. Em julho, nasce a Jugoslávia. E em agosto Bento XV insurge-se contra o "massacre inútil" que assola a Europa e o Mundo. Em setembro, diferentes cidades manifestam-se contra a Guerra. Em outubro, Margaretha Zelle - a bailarina conhecida por Mata Hari - é executada em Paris e meros dias depois as tropas italianas são derrotadas em Caporetto. Em novembro, dá-se o primeiro passo para a criação do Estado de Israel e para uma nova organização do Médio Oriente. Em dezembro, cerca de 200 deputados nacionalistas italianos organizam-se no Fascio Parlamentare di Difesa Nazionale, um precursor do fascismo de Mussolini. Dividido em 12 capítulos, um por cada mês, este livro acompanha detalhadamente os acontecimentos de um ano turbulento e marcante para a nossa História atual, sugerindo ligações e estabelecendo paralelos com os nossos dias, nos quais ainda vivemos, de diversas formas, as consequências desse legado.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
No ano em que se celebra o Centenário da Implantação da República, as Publicações Dom Quixote reúnem num volume seis contos inéditos de seis grandes nomes da literatura portuguesa contemporânea: Luísa Costa Gomes, Luísa Costa Gomes, Mário de Carvalho, Miguel Real, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues. Histórias ficcionadas em torno de um momento importante da história nacional que culminou com a Revolução de 5 de Outubro de 1910, e que marcou profundamente a sociedade, as instituições e a cultura portuguesa. O fim da monarquia constitucional e a evolução da democracia, com a tomada de diversas decisões importantes, como a expulsão das ordens religiosas e a abolição do ensino religioso nas escolas, a abolição dos títulos de nobreza, a aprovação do divórcio e a instituição do casamento civil, além da adopção de uma nova bandeira e hino nacional, que perduram até hoje.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Nas últimas semanas de 1889, os tripulantes de um navio brasileiro ancorado no porto de Colombo, capital do Ceilão (atual Sri Lanka), foram apanhados de surpresa pelas notícias que chegavam do outro lado do Mundo. ""Brasil República"..." anunciava o telegrama recebido pelo almirante Custódio José de Mello, comandante do cruzador "Almirante Barroso". ""Bandeira mesma sem coroa"...", acrescentava a mensagem. Despachado do Rio de Janeiro, o telegrama só confirmava os rumores que a tripulação tinha ouvido na escala anterior, na Indonésia. Dizia-se que o Governo do Brasil tinha sido derrubado. Mais do que isso, o país passara por uma drástica mudança de regime. O Império brasileiro, até então tido como a mais estável e duradoura experiência de Governo na América Latina, com 67 anos de história, desabara na manhã de 15 de novembro. A Monarquia cedera lugar à República. O austero e admirado imperador Pedro II fora obrigado a sair do país. Vivia agora exilado na Europa, banido para sempre do solo em que nascera. Enquanto isso, os destinos da nova República estavam nas mãos de um marechal já idoso e bastante doente, o alagoano Manoel Deodoro da Fonseca, considerado até então um monarquista convicto e amigo do imperador deposto.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar da sua viabilidade como nação independente e soberana. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O medo de uma rebelião dos cativos tirava o sono à minoria branca. O analfabetismo era geral. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil e, para piorar a situação, ao voltar para Portugal, D. João VI deixara os cofres nacionais vazios. O novo país nascia falido. As perspetivas de fracasso pareciam bem maiores do que as de sucesso. Nesta nova obra, o autor de 1808 - sobre a fuga da família real para o Rio de Janeiro -, mostra como o Brasil, que tinha tudo para não resultar, até resultou, numa notável combinação de sorte, improviso, acasos e também de sabedoria das lideranças responsáveis pela condução dos destinos do novo país, naquele momento de grandes sonhos e muitos perigos.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Em 1810 foi a 3.ª Invasão Francesa, derradeiro episódio duma guerra que pôs fim a muito do que Portugal fora até aí. Em 1910, a República, enquanto mudança de regime. Em 2010, confrontamo-nos com outros desafios. No entanto, a sua consideração religiosa e cultural é necessária. O presente volume junta uma parte do significativo avulso ensaístico do autor. A organização, da responsabilidade dos editores, expressa a hipótese seguinte: o texto inicial, que se destaca do conjunto por características talvez mais próximas da proposição, funciona como tese; os restantes ensaios ligam, adensam e debatem, com conhecimento e paixão invulgares, quanto ali é sugerido. Manuel Clemente Nasceu emTorres Vedras a 16 de Julho de 1948. É licenciado em História e Teologia e doutorado emTeologia Histórica. Em 1975 começou a leccionar na Universidade Católica Portuguesa, tornando-se depois director do Centro de Estudos de História Religiosa dessa instituição. Em Junho de 1979 foi ordenado presbítero; vinte anos depois, em Novembro de 1999, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, e em de Janeiro de 2000, ordenado na Igreja de SantaMaria de Belém (Jerónimos). Em 2007, o Vaticano nomeou-o Bispo do Porto. Publicou, entre outras, as obras Nas origens do apostulado contemporâneo em Portugal. A Sociedade Católica (1843-1853) [UCP, 1993], Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à Republica [Grifo, 2002] e História e Religião em Torres Vedras [Grifo, 2004].
Nº Páginas: 328
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para a Formação de Adultos como sugestão de leitura. Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer outro país europeu. Em tempos de guerra, reis e rainhas eram destronados ou obrigados a refugiarem-se em territórios alheios, mas nenhum deles foi tão longe quanto o príncipe regente D. João, forçado a cruzar um oceano com toda a família real portuguesa para viver e reinar do outro lado do mundo, enquanto as tropas do imperador francês Napoleão Bonaparte marchavam sobre Lisboa. Milhares de pessoas o acompanharam na viagem. Foram cem dias entre o céu e o mar, em navios improvisados, abarrotados, infestados de pragas e piolhos, sem conforto algum. Ao chegar ao Brasil, D. João determinou, entre outras medidas, a abertura dos portos, fundou escolas, mandou construir estradas e fábricas, autorizou a publicação de livros e jornais, incentivou a ciência e as artes. Ao regressar a Portugal, em 1821, deixava para trás um país transformado e pronto para a Independência. Edição revista e ampliada.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Um queria governar o mundo, o outro foi governado pela paixão. A improvável aliança entre Adolf Hitler e o duque de Windsor levou a um dos maiores complôs da História.O plano era simples: A Alemanha invadiria a Grã-Bretanha e o duque de Windsor seria reposto no trono como rei-fantoche. Quando a invasão não se concretizou, o plano mudou e nasceu a Operação Willi: raptar os duques de Windsor enquanto estavam em Portugal, em 1940, como convidados do banqueiro Ricardo Espírito Santo Silva. Deste modo, a Alemanha teria dois reféns reais para forçar a Grã-Bretanha a ajoelhar-se.Recorrendo a documentos do FBI, a fotografias e correspondência particulares, Andrew Morton narra a história repleta de aventura, intriga política, romance ilícito e traições familiares do duque de Windsor e da sua mulher, Wallis Simpson, de quem se dizia ter sido amante do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Joachim von Ribbentrop, que lhe enviava 17 cravos para recordar o número de encontros amorosos.
Nº Páginas: 880
Sinopse:
1640 é um marco fundamental na História de Portugal, o da Restauração da Independência, após 60 anos de domínio espanhol, quando os portugueses se revoltaram e elegeram um rei português, D. João IV. O romance surge na sequência do D. Sebastião e o Vidente, depois do trágico fim da monarquia de Avis e anexação de Portugal pela Espanha. A acção decorre entre 1617 e 1667, período riquíssimo em factos, dramas e personagens, que lutam pela sua libertação e sobrevivência, face a uma crise social, económica e política, imposta por Filipe IV/Olivares, coadjuvados por Diogo Soares e Miguel de Vasconcelos, um triunvirato que só terá paralelo na Troika de 2011. Quatro guias singulares conduzem o leitor nesta viagem ao passado, através dos seus dramas pessoais e colectivos: o poeta proscrito Brás Garcia Mascarenhas, autor da epopeia Viriato Trágico; a professa Violante do Céu, a Décima Musa da poesia barroca, enclausurada no convento; D. Francisco Manuel de Melo, o maior prosador ibérico do século XVII, prisioneiro na Torre; e o Padre António Vieira, o mais brilhante pregador do seu tempo, a contas com a Inquisição.
Nº Páginas: 202
Sinopse:
Quando seis autoras se juntam para escrever uma história, o resultado é um romance alucinante, onde não faltam mulheres e homens, doenças raras, médicos de índole suspeita, polícias e muito mistério, tudo servido em doses de humor irreverente. A história, nascida da imaginação de seis mulheres, promete personagens e uma prosa bem viva… apesar das mortes que vão ocorrendo, como é bom de ver. Este romance constitui um divertimento para as seis escritoras que se encontraram (reencontraram, num caso ou noutro) pelo prazer de dar largas à imaginação e escrever, cada uma, dois capítulos do livro.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Vergílio Ferreira é um dos mais completos, cultos e emblemáticos autores do século XX português. A sua obra (distribuída pelo romance, contos, ensaio filosófico e literário, além de nove volumes de diário) faz dele uma voz única na história da nossa literatura e do pensamento europeu de hoje. Estas mil citações de Vergílio Ferreira dão conta da diversidade, riqueza e constante atualidade da sua obra, a par da sua atenção tanto ao humano como ao transcendente e ao invisível das nossas vidas - há sempre uma frase que Vergílio Ferreira já escreveu.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Camilo (1825-1890) é o nosso mais genial e inventivo romancista. Não há romance, novela ou ensaio da sua autoria que não contenha frases memoráveis, personagens trágicas ou cómicas que se exprimem de forma singular, pensamentos ousados, reflexões que apetece repetir. O seu léxico é poderoso e maleável; a sua veia, cómica (tão próxima do cinismo como da melancolia); as suas ideias, controversas.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes: 100 mulheres imigrantes que mudaram o mundo reúne cem biografias de mulheres imigrantes que deixaram o seu país natal por diferentes motivos: algumas em busca de novas oportunidades, outras por necessidade. Neste livro, ficarás a conhecer a história de nomes como Carmen Miranda, Rihanna, Madeleine Albright, Asma Khan, entre muitas outras. De chefs a cirurgiãs, de músicas a políticas, passando por campeãs de judo ou xadrez, estas extraordinárias mulheres vão inspirar raparigas de todo o mundo para que sigam os seus sonhos, onde quer que estes as levem.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
A matemática pode ensinar-nos coisas que não conseguiríamos aprender de outro modo. Este livro tão informativo quanto cativante responde a cem perguntas essenciais acerca da nossa existência, tudo graças à matemática. Desde como ganhar a lotaria a fugir de um urso, de curiosidades sobre a embriaguez, os divórcios e a contabilidade fraudulenta, até Shakespeare e o Google são analisados ao pormenor. Do caos ao infinito... passando por tudo o que há entre eles.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 152
Sinopse: Uma experiência escolar. Um movimento imparável. Um alerta urgente. Até aonde irias para pertencer? Numa sala de aula, na disciplina de História, uma pergunta inquietante dá início a uma experiência que foge rapidamente ao controlo. Para explicar como foi possível o surgimento do nazismo, um professor cria A Onda, um movimento baseado na disciplina, na união e na obediência. O que começa como um exercício pedagógico depressa se transforma num poderoso fenómeno de grupo, que alastra a toda a escola, tornando-se capaz de seduzir, excluir e silenciar. À medida que a Onda cresce, os alunos sentem-se parte de algo maior, mas o preço dessa pertença é a perda da individualidade, do pensamento crítico e da empatia. Nem todos aceitam calar as dúvidas e a resistência de alguns revela o lado mais sombrio da experiência. Inspirado num caso real ocorrido nos Estados Unidos, em 1969, A Onda é um romance perturbador e atual sobre conformismo, manipulação e os perigos da obediência cega. Uma leitura essencial que mostra como o autoritarismo pode nascer nos lugares mais inesperados e como ninguém está imune ao seu apelo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Ela é movida por um único desejo: encontrar o grande amor. Um Instante de Amor conta-nos a história de uma mulher extraordinária que viveu em Cagliari, na Sardenha, durante a Segunda Guerra Mundial. A rigidez e os preconceitos do meio onde nasceu não se compadecem com a sua natureza sonhadora e romântica. Embora seja uma mulher linda, os homens estranham-na, e o amor teima em fazer-se esperar. Atormentada pelo desejo que um casamento de conveniência não aplacou, reinventa a sua própria vida, num rasgo de erotismo e poesia, belo e assombroso como o próprio romance que deslumbrou a Itália e a França e veio confirmar Milena Agus como uma voz única, deliciosamente irreverente, da narrativa italiana.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: Ninguém conseguia entender por que razão o doutor Mahé insistia em arrastar toda a família para a ilha de Porquerolles nas férias de Verão. A mulher reclamava da demasiada luz, do calor, da comida, e ele próprio sentia-se deslocado naquele mundo meridional que lhe era hostil. No entanto, o médico decide voltar uma segunda vez, e ainda uma terceira. Talvez porque estivesse obcecado por uma imagem irresistível: a de uma rapariga de vestido vermelho, a quem nunca tinha dirigido a palavra, e que era a negação de tudo o que fora a sua típica vida burguesa, talhada para ele como se vestisse a roupa de outra pessoa: a clientela, a casa cinzenta que um dia herdaria, os amigos, a pesca, o bridge, a mãe que ainda lhe preparava a roupa limpa e que até lhe tinha escolhido a profissão e a mulher... Drama existencial, relato do mal-estar, do alheamento progressivo, das pulsões reprimidas que irrompem sob a forma de uma obsessão, O Círculo dos Mahé, curto, denso, psicológico, é considerado um dos melhores romans durs de Simenon.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 504
Sinopse: Um disparo perfura a noite na serra de Sintra, durante um jantar da família Storm, e a matriarca sabe que perdeu um dos três filhos. O epicentro do colapso tem origem muitos anos antes, entre o fim da ditadura e os primeiros tempos da revolução. Maria Luísa, a filha mais velha, opositora clandestina do regime, é perseguida pela PIDE. Frederico, o filho mais novo, está obcecado em perder a virgindade antes de ser mobilizado para a guerra colonial. E Pureza, a filha do meio, vê os seus sonhos de uma perfeita família tradicional despedaçados pelo processo revolucionário em curso. Revolução acompanha a família Storm, do desmoronar do império ao despertar da democracia, ao longo dos rocambolescos e excessivos meses do PREC, quando a esperança e o medo dividem os portugueses, separando filhos e pais, colocando irmãos em lados opostos da barricada. Um romance, a tempos trágico, a tempos cómico, sobre a liberdade e as relações familiares, sobre as escolhas que nos definem e as omissões que nos revelam. Hugo Gonçalves vencedor do Prémio Literário Fernando Namora e nomeado para os prémios Oceanos e P.E.N. Clube cruza os destinos de uma família com a cronologia desenfreada de um país à beira da guerra civil, pintando um fresco magistral de uma época irrepetível.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 328
Sinopse: TUDO O QUE A ESQUERDA NÃO QUER DIZER E DIREITA NÃO QUER QUE ELA DIGA O mundo mudou e a Esquerda não notou. Precisa de ajuda. De autoajuda. Fazer companhia à psicologia barata e aos manuais sobre emagrecimento pode ser, para uma Esquerda elitista, uma forma de descer à terra. Presa na bolha da academia e das sedes partidárias, a Esquerda afastou-se do povo. O resultado está à vista. Para não morrer, a Esquerda tem de rebentar a bolha.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: A síntese que faltava sobre a história do 25 DE ABRIL A Revolução dos Cravos, desencadeada em Portugal pelo golpe militar de 25 de Abril de 1974, constituiu um dos momentos mais singulares e fascinantes da história contemporânea europeia. Em poucas horas, um movimento militar concebido por questões corporativas e em reacção à guerra colonial acabou por derrubar o regime autoritário mais duradouro na Europa Ocidental do século xx e abrir caminho a um intenso e complexo processo de transição democrática. Entre a queda da ditadura e a consolidação da democracia, com a aprovação de uma nova Constituição em Abril de 1976, decorreram apenas dois anos, um período que transformou profundamente Portugal e ecoou internacionalmente. Este livro oferece uma síntese rigorosa e acessível da Revolução dos Cravos, dirigida a leitores de todo o mundo que, reconhecendo o 25 de Abril como símbolo maior da liberdade em Portugal, dispõem agora de uma visão de conjunto sobre a sequência dos acontecimentos, os seus protagonistas e o seu significado histórico.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: A síntese que faltava sobre a história do 25 DE ABRIL A Revolução dos Cravos, desencadeada em Portugal pelo golpe militar de 25 de Abril de 1974, constituiu um dos momentos mais singulares e fascinantes da história contemporânea europeia. Em poucas horas, um movimento militar concebido por questões corporativas e em reacção à guerra colonial acabou por derrubar o regime autoritário mais duradouro na Europa Ocidental do século xx e abrir caminho a um intenso e complexo processo de transição democrática. Entre a queda da ditadura e a consolidação da democracia, com a aprovação de uma nova Constituição em Abril de 1976, decorreram apenas dois anos, um período que transformou profundamente Portugal e ecoou internacionalmente. Este livro oferece uma síntese rigorosa e acessível da Revolução dos Cravos, dirigida a leitores de todo o mundo que, reconhecendo o 25 de Abril como símbolo maior da liberdade em Portugal, dispõem agora de uma visão de conjunto sobre a sequência dos acontecimentos, os seus protagonistas e o seu significado histórico.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 608
Sinopse: Uma releitura radical da história humana através do colapso das sociedades, desde os primórdios da nossa espécie até às ameaças do presente e do futuro. Durante os primeiros trezentos mil anos da história humana, o Homo sapiens viveu em civilizações fluidas e igualitárias, que impediam qualquer indivíduo ou grupo de governar permanentemente. Mas há cerca de doze mil anos, isso começou a mudar. Quando nos fomos reunindo nas primeiras cidades, passámos a depender de novos recursos saqueáveis, como cereais e peixe. E pequenos grupos começaram a tomar o controlo dessas mercadorias. Essa desigualdade de recursos transformou-se em desigualdade no poder, levando à adoção de formas de organização mais primárias e hierárquicas. O poder estava concentrado em reis, faraós e imperadores. Grandes Estados e impérios, com vastas burocracias e militares, dividiram e dominaram o globo. São aquilo a que o autor chama «Golias». O que os derrubou? Seja nas primeiras cidades de Cahokia, na América do Norte ou nos amplos impérios do Egito, Roma e China, foi o aumento da desigualdade e das concentrações de poder que esvaziaram esses Golias, antes que um choque externo os derrubasse. Esses colapsos foram descritos como apocalípticos, mas, na verdade, terão sido na maioria dos casos, uma bênção para a população. Agora, vivemos num único Golias, global. Obcecadas pelo crescimento, instituições extrativas como a indústria dos combustíveis fósseis, as big techs e os complexos militares-industriais dominam o nosso mundo e produzem novas formas de aniquilar a nossa espécie, das alterações climáticas à guerra nuclear. Os nossos sistemas são agora tão rápidos, complexos e interligados que um futuro colapso será provavelmente global, rápido e irreversível. Todos nós enfrentamos uma escolha: ou aprendemos a controlar democraticamente este Golias, ou o próximo colapso poderá ser o nosso último «Uma excelente viagem pela história humana através dos colapsos de reis, Estados e impérios semelhantes a Golias.» Observer «É como ler Thomas Piketty filtrado por Mad Max.» The New York Times «Aqui estão cinco mil anos de civilização, e é impressionante o que o autor consegue fazer. O nível de análise é épico.» Guardian «É refrescante voltar a olhar para a nossa história mundial e vê-la de outro modo. Este é o livro para tirar lições do passado e pensar o futuro doutro modo.» Kirkus Reviews «Absolutamente brilhante. Economista e geógrafo, Luke Kemp traz uma nova forma de olhar para o passado, o presente e o futuro.» Publishers Weekly «Que livro excecional. O colapso dos impérios e a previsível implosão da sociedade atual juntos, numa prosa tão boa quanto inesperada.» The Sunday Times
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: «Uma rapariga é um estado de espírito. Sofia buscava as sensações como um girassol seguindo o astro-rei. Para educar uma rapariga, seriam talvez necessárias várias mães: uma para a calçar, outra para a vestir; uma para a alimentar, outra para lhe apontar o bem e o mal; uma para lhe enxugar as lágrimas, outra para lhe afiar as unhas; e uma sétima para a preparar para a guerra.» De Ana Cláudia Santos pode dizer-se que é a mais clássica, a mais indisciplinada das escritoras portuguesas contemporâneas. Na linhagem de Lavores de Ana, este é um livro de histórias que dão voz a personagens em confronto consigo próprias, quase sempre com vidas em desajuste perante as memórias que guardam ou os desejos que atiçam. Histórias que traçam uma fronteira indefinível entre inocência e violência, em que a linguagem é parte do corpo habitado pelas personagens, e em que o corpo é voz de um tempo, de uma geografia, de inquietações públicas e privadas.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: «- Esmê, você acha que um dia minha mãe vai aparecer? - Não, Dora. Mas não precisa se preocupar com isso, porque eu já dei minha mãe pra ser sua mãe. A Inês também pode ser sua mãe, eu também posso ser, porque sou mais velha. Você pode ter quantas mães quiser, Dorinha. E nós vamos viver juntas, pra sempre juntas.» Numa pequena cidade do interior brasileiro, Dora cresce sem mãe e com um pai emocionalmente ausente. Dentro de si há uma fome, persistente e incurável, que a faz querer engolir o mundo - talvez antes que o mundo a engula a ela. Só Esmê parece capaz de conter essa insaciabilidade: unidas por uma ligação absoluta, as duas crescem como se fossem uma só. Contudo, a vida adulta revela-lhes uma brutal certeza e lança a pergunta: pode um amor nascido da fome saciar coisa alguma? Aclamado pelo público e pela crítica, O Amor e a Sua Fome foi finalista do Prémio Jabuti 2025 na categoria Romance de Entretenimento. Com uma linguagem que recusa delicadeza e exige confronto, Lorena Portela confirma-se como uma das vozes mais contundentes da ficção brasileira contemporânea, escrevendo sem concessões sobre uma verdade que tantos temem enfrentar: o mundo não se engole - e a fome não se cala.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Mais do que os vinte e três assassínios premeditados atribuídos a Idoia López Riaño e uma pena acumulada superior a mais de dois mil anos de prisão, foram o facto de ser mulher e a sua beleza gélida a atraírem a atenção da comunicação social. Apelidada de «Tigresa» e de «a etarra mais sanguinária», Idoia tornou-se uma celebridade e figura lendária do terrorismo da ETA. As suas ações e protagonismo no interior das células operacionais da organização estão ainda hoje envoltos em polémica. Entre o que se sabe e o que não foi ou nunca será esclarecido, este romance híbrido a várias vozes liga a sua história à vida de María Ortega, uma adolescente que procura o seu lugar no mundo, filha de um polícia pertencente aos não menos violentos Grupos Antiterroristas de Libertação. Escrito por uma das vozes mais originais e importantes da literatura espanhola e europeia, As Feras, último romance de Clara Usón, é um relato fascinante sobre a violência, o fanatismo e ainda sobre o machismo e a beleza como traço definidor da mulher, procurando um possível equilíbrio entre factos históricos e ficção, para iluminar um dos períodos mais traumáticos da História de Espanha: o dos anos de chumbo de 1980, marcados pela guerra suja travada entre o terrorismo da ETA e o terrorismo de Estado, pela política e sonhos de liberdade.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: Uma história poderosa que dá voz ao silêncio e afirma a liberdade de escolha. Depois de Rita ser encontrada morta na torre do sino da igreja que frequentava, a investigação oficial sobre o caso é rapidamente encerrada. A sua mãe é a única que não desiste de esclarecer o crime. No entanto, fragilizada pela doença, é também quem tem menos condições para liderar a busca pelo assassino. Uma difícil viagem pelos subúrbios da cidade, uma antiga dívida de gratidão e uma conversa reveladora compõem a trama de um romance íntimo e crítico, em que os segredos das personagens são desvendados a par das facetas ocultas do autoritarismo e da hipocrisia da nossa sociedade. Finalista do Booker Prize, Elena Sabe é uma obra única, que entrelaça histórias íntimas de moralidade com a procura da liberdade individual, escrita por uma das principais vozes contemporâneas da literatura latino-americana.
