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Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: Uma jovem brasileira muda-se para os Estados Unidos para estudar Literatura. Reservada e introspetiva, vai-se adaptando à rotina do campus, à luz minguante e ao frio crescente. A amizade com outras alunas ajuda a preencher os intervalos das longas sessões de estudo. É isto que vai contando à mãe. Diante da luz azulada do ecrã do computador, mãe e filha contam o que podem e calam o que não pode ser dito. À medida que as cores do outono dão lugar à brancura silenciosa do inverno, elas perguntam-se o que trará a primavera: novos começos ou o fim do que sempre conheceram? Bruna Dantas Lobato, tradutora premiada com o National Book Award, estreia-se na ficção com um romance sensível e delicado que é um verdadeiro feito literário. Retrato pungente do afeto familiar que resiste às distâncias impostas pela vida, Horas azuis surpreende com a sua comovente placidez e quietude.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Uma chamada inesperada leva Adam, um professor árabe de História, a regressar à sua terra natal, após vinte e cinco anos de exílio. Nada parece ter mudado - o tempo não passou pelos lugares que ele amou. Aquele «paraíso perdido» da montanha branca continua ligado aos nomes dos seus antigos amigos, oCírculo dos Bizantinos, jovens idealistas que queriam mudar o mundo e acabaram por ser mudados por uma guerra que os separou e os levou por caminhos diferentes. Mas quem é ele para os julgar, quando viveu um exílio dourado, enquanto os outros enfrentavam escolhas impossíveis? Com a ajuda da bela e indomável Semíramis, Adam tenta reunir os que ainda estão vivos. Os Desorientados é talvez o romance mais pessoal de Amin Maalouf, em que se condensa toda a sua visão do mundo. Um regresso literário à terra de origem, esse não-lugar, que se transforma numa reflexão universal sobre amizade, amor, memória, exílio e identidade, e sobre a eterna necessidade de construir pontes entre o Oriente e o Ocidente, marca constante da sua escrita.
Edição: Out 2021
Nº Páginas: 160
Sinopse: este livro narra a viagem de dois amigos com tendência para se perderem.como a maioria das pessoas.o grande panda e o pequeno dragão costumam acabar por se encontrar, mas, quando lhes custa recuperar o rumo, aceitam onde estão e desfrut este livro narra a viagem de dois amigos com tendência para se perderem.como a maioria das pessoas.o grande panda e o pequeno dragão costumam acabar por se encontrar, mas, quando lhes custa recuperar o rumo, aceitam onde estão e desfruta
Edição: Dez 2023
Nº Páginas: 120
Sinopse: Com a devida autorização de Max Weber, Maria Filomena Mónica olha para um político e um cientista que há anos chamaram a atenção e ocupam ainda hoje, pelas más razões, as páginas dos jornais, das televisões e das redes sociais. Ao escolher José Sócrates, um predador, e Boaventura de Sousa Santos, um pregador, a autora procurou falar de um país, como o nosso, seguindo os trajectos de um político que tudo fez para escapar à justiça e de um sociólogo que tem muito pouco de cientista social.
Edição: Dez 2025
Nº Páginas: 184
Sinopse: «Demorou duas semanas a desabituar-se. Nas primeiras noites, quase não dormiu, arrastando-se pela casa como um farrapo, mais miserável do que um condenado. Lembrava-se de evitar a varanda, temendo olhar lá para baixo. Não falava com ninguém e desviava-se dos espelhos. Faltou três dias ao emprego, mas ultrapassou a privação. Ainda tinha o cartão com o contacto do psiquiatra em cima da cómoda quando compreendeu que estava grávida.»
Edição: Dez 2025
Nº Páginas: 408
Sinopse: Centenas de milhares de prisioneiros de guerra, entre eles numerosos australianos, são forçados pelos japoneses a um trabalho escravo nas selvas da Indochina durante a Segunda Guerra Mundial. O objectivo é construir, num prazo inverosímil e sem maquinaria adequada, uma via-férrea de 450 quilómetros ligando o Sião à Birmânia, o que permitiria atacar a Índia. Até à conclusão da linha em 1943, morreram dezenas de milhares de homens, incluindo um terço dos 22 mil prisioneiros de guerra australianos. Executores fanáticos das ordens imperiais, alguns oficiais japoneses chegavam a recitar haikai antes de torturar ou decapitar os prisioneiros. É neste clima de desespero que o cirurgião Dorrigo Evans, prisioneiro neste campo de guerra japonês na Ferrovia da Morte, se vê assombrado pela relação amorosa que manteve com a jovem esposa do seu tio dois anos antes, enquanto tenta evitar que os homens sob o seu comando morram de fome, de doença ou sejam simplesmente espancados. O romance de Richard Flanagan aborda as diferentes formas que o amor, a morte, a guerra e a verdade podem assumir, à medida que um homem envelhece e tem consciência de tudo o que perdeu.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 432
Sinopse: Não sabia que «dama de honor» era código para babysitter do irmão da noiva, mas se é disso que a minha melhor amiga precisa, então é isso que farei. Tudo o que for necessário para evitar percalços durante o casamento de sonho da Emma. Mesmo que o Theo Monroe seja uma pedra no meu sapato desde a primária. Mesmo que ele já tenha idade para agir como um adulto responsável e não semear o caos durante o casamento da irmã. Mesmo que isso signifique que tenhamos de partilhar um quarto num destino tão paradisíaco como o Havai o que pode ser a minha desgraça. Não só o Theo sabe como me irritar, como também nunca usa roupa, está a esconder uma ninhada de gatinhos no nosso bangalô e continua a aparecer com uma fornada de bolachas de pepitas de chocolate acabadas de fazer, vindas não sei de onde. Além de tudo isto? Alguém me explique a tensão entre le e o noivo. Porque se sente tão orgulhoso do presente decasamento mais estranho de sempre? Ou porque subitamente
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Dois jovens membros do Partido Comunista, June e Bernard, conhecem-se em Londres em 1946. Apaixonam-se perdidamente e casam-se. Durante a lua-de-mel em França, June sofre uma experiência que altera a sua vida: descobre a religião e acaba por renunciar ao partido. Cinco anos depois, June e Bernard Tremaine separam-se. Nunca chegam a divorciar-se nem a envolver-se romanticamente com outras pessoas. Embora as convicções vão enfraquecendo lentamente, Bernard mantém-se no partido até 1956. June e Bernard voltam a aparecer na história 40 anos mais tarde, quando o seu genro Jeremy investiga a história pessoal e intelectual de ambos. Religião versus razão. A memória de um versus a memória de outro. Amor versus existência diária. Sacrificar o individual pelo bem das massas. É disto de que nos fala Cães Pretos.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 104
Sinopse: Nos vinte e seis contos e cinco poemas que compõem Tardes brancas, Afonso Borges reafirma a força de uma escrita rápida, intensa e inevitável. Entre o quotidiano e o abismo, as suas narrativas revelam personagens em suspenso amores, acidentes, presságios movidos por uma fatalidade silenciosa. O autor escreve com precisão e lirismo, transformando o instante comum em revelação. A disforia, a delicadeza e o espanto convivem em cada página, enquanto o olhar do narrador esse classificador de almas, como o define Valter Hugo Mãe observa a vida e a morte com a mesma nitidez. Uma coletânea de histórias breves que se abrem como um breviário da existência: entre a pressa e a poesia, entre o acaso e a constatação de que, afinal, viver é sempre um risco.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Hildy e Paul, dois jovens que nada têm em comum, nem mesmo as suas razões para participar no estudo de psicologia em que se inscrevem. No caso de Paul, a motivação são os 40 dólares, no caso de Hildy são razões muito mais complexas, como toda a sua natureza humana. O estudo pretende dar resposta a uma simples questão: Pode o amor ser provocado entre duas pessoas que não se conhecem? Hildy e Paul têm de fazer 36 perguntas um ao outro, desde «Qual é a sua pior recordação?» até «Quando cantou para si pela última vez?». Até chegarem ao fim do questionário, passam por muitos momentos constrangedores, alguns felizes, outros de sofrimento, mas também descobrem os segredos mais dolorosos que cada um tentava esconder. Mas será que se apaixonaram?
Nº Páginas: 296
Sinopse:
Neste livro, Júlio Verne narra a tentativa de um cavalheiro inglês, Phileas Fogg, fazer uma viagem de circum-navegação à volta do mundo em 80 dias, acompanhado pelo seu criado francês, Jean Passepartout.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 200
Sinopse: TRÊS GOVERNOS, TRÊS CRISES POLÍTICAS, O MESMO PADRÃO: NEGÓCIOS PRIVADOS QUE LEVANTAM SUSPEITAS EM TORNO DE DECISÕES PÚBLICAS. Qual efeito dominó, as quedas dos Executivos de António Costa, Miguel Albuquerque e Luís Montenegro sucederam-se num breve período de 16 meses, originando múltiplas eleições legislativas e uma acentuada instabilidade política. O que aconteceu? Que mecanismos de poder - silenciosos, opacos - parecem estar a minar a democracia por dentro? Numa minuciosa investigação jornalística iniciada em 2016, o autor Gustavo Sampaio reconstrói linhas narrativas, identifica ligações ocultas e escrutina redes de influências que envolvem governantes, chefes de gabinete, dirigentes de partidos, empresários, advogados de negócios, agentes facilitadores, entre outros elementos que revelam um problema sistémico no poder político. Um livro indispensável para conhecer as histórias destas três demissões e entender a cultura política e as fragilidades das instituições democráticas que vão continuar a gerar novos casos de misturas explosivas entre política e negócios.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: REFLEXÕES SOBRE O PESO DOS INTERESSES E VALORES NAS DECISÕES CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS Num momento em que se anunciam mudanças na forma de avaliar ciência, tecnologia e inovação, este livro retoma o debate sobre o lugar das ciências sociais e em particular da sociologia na compreensão das soluções e dos problemas que a tecnociência introduz no quotidiano. Revisitando conceitos centrais dos estudos sociais de ciência e tecnologia, mostra-se que as opções científicas e tecnológicas são sempre carregadas de interesses e valores, o que justifica que a participação pública e a justiça social estejam no centro das políticas de investigação e inovação. Com exemplos concretos, casos e propostas práticas de trabalho, A Dimensão Social da Ciência e Tecnologia dirige-se a todos os que nomeadamente estudantes, docentes e profissionais tenham interesse em entender melhor como podem contribuir para que estas áreas sirvam o bem comum e a sustentabilidade
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: As maiores batalhas de uma mulher travam-se no seu próprio corpo Catalina, com dezasseis anos acabados de fazer, foge de casa da sua melhor amiga, nos arredores da cidade onde vive, depois de ter passado por uma experiência traumática. Sem forma de voltar para casa e profundamente abalada, conclui que só lhe resta pedir boleia; como todas as raparigas da sua idade, tem horror a entrar no carro de um desconhecido, mas não tanto como o que imagina que a espera se não cumprir o horário imposto pelos pais. Enquanto aguarda na estrada e vê o tempo a passar, Catalina tenta compreender o que acabou de acontecer-lhe e, ao mesmo tempo, recorda uma vida marcada desde cedo por uma relação difícil com o próprio corpo, pela ignorância de tudo o que diga respeito a sexo e pela raiva em relação a um mundo que parece empenhado em culpá-la só por ser mulher. Passado no início dos anos 1990, A Educação Física é um romance torrencial e perturbador que põe em evidência as narrativas e os espartilhos sobre os quais se construíram os valores de toda uma geração. «Uma experiência simultaneamente única e universal.» Júri do Prémio Biblioteca Breve 2023
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 456
Sinopse: Viena, 1946: Chana Rosensweig sobreviveu a horrores indescritíveis. Agora, finalmente livre, luta para recomeçar na Viena do pós-guerra. O seu único desejo é cumprir a promessa que fez ao pai: cuidar da mãe e do irmão e seguir a sua paixão pela pastelaria. Contudo, a realidade é traiçoeira. Dividida entre um contrabandista do mercado negro, que lhe oferece proteção e uma forma de fugir da Europa em troca de casamento, e um aprendiz de padeiro que partilha os seus sonhos e a sua paixão, Chana vê-se presa num perigoso triângulo amoroso. Terá de escolher entre seguir a sua ambição ou o seu coração. Carolina do Norte, 2018: Zoe Rosensweig, uma escritora de gastronomia, está de luto pela perda do seu avô, um sobrevivente do Holocausto e o seu último familiar vivo. Consumida pelo desejo de descobrir o que realmente aconteceu à sua família depois da Segunda Guerra Mundial, Zoe torna-se obcecada com o destino da sua tia-avó Chana, que morreu num incêndio num hotel, dois dias antes de embarcar com a família para a América. Mas mergulhar no passado revela-se uma tarefa complexa e perigosa. Para desvendar a verdade, Zoe arriscará a sua carreira, a sua reputação e o único lar que alguma vez conheceu. A Pastelaria Perdida de Viena é uma saga arrebatadora sobre duas mulheres, separadas por décadas, que lutam pela sobrevivência, pelo amor e pela verdade, enquanto enfrentam as profundas e duradouras repercussões da guerra.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 356
Sinopse: Uma terrível «treva branca» vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Com essa fantasia aterradora, José Saramago dá-nos uma imagem comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milénio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. O Ensaio sobre a cegueira obriga-nos a fechar os olhos e a ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu. Esta edição comemorativa do 30.º aniversário do Ensaio sobre a cegueira é celebrada com os deslumbrantes desenhos em grafite do artista gráfico Pablo Auladell.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: Ensaio em sete partes Neste ensaio divertido e sempre estimulante que prossegue, e de certo modo desenvolve, as reflexões apresentadas nos seus livros A Arte do Romance e Os Testamentos Traídos , Milan Kundera oferece-nos uma viagem aos locais mais emblemáticos do romance moderno. O mundo é-nos sempre ocultado por uma «cortina» de interpretações pré-concebidas, de imagens falaciosas, de representações enganadoras. A função do romance é precisamente rasgar essa «cortina» para revelar algum aspeto até então desconhecido da nossa existência os fragmentos de verdade a que só os autênticos romancistas podem fazer-nos aceder. Em A Cortina, Kundera descreve habilmente como os melhores romances fazem isso mesmo.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 336
Sinopse: SEPARADOS POR FAMÍLIAS INIMIGAS. NÃO DEVIAM AMAR-SE, E NO ENTANTO Há dois anos que Helena Weston não voltava a Nova Iorque. Dois anos desde que a sua irmã, Valerie, e o namorado desta, Adam Coldwell, foram encontrados mortos depois de uma noite de festa e excessos. Na altura, Helena não teve coragem de enfrentar o ódio da família Coldwell. Hoje, tem apenas um objetivo: limpar a reputação da irmã. Mas, na sua busca pela verdade, depara-se com o implacável Jessiah, o irmão de Adam. Helena sabe que o deveria odiar. E, no entanto, ele desperta nela sentimentos contra os quais não se sente capaz de lutar
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: Provocante e poderosamente ambivalente, Tarântula é uma extraordinária meditação sobre violência, memória, trauma e as complexas consequências do Holocausto. Prémio Médicis Estrangeiro 2024 (França) Prémio da Crítica 2024 (Espanha) Em finais de 1984, dois jovens irmãos, exilados há anos nos Estados Unidos, voltam à Guatemala para participar num acampamento de crianças judias, num bosque perdido nas montanhas do altiplano. Pouco sabem do seu país natal e quase não falam espanhol, mas os pais fizeram questão de que passassem uns dias no acampamento a fim de aprenderem não apenas formas de sobrevivência na natureza, como também formas de sobrevivência na natureza para crianças judias. O que não é a mesma coisa, disseram-lhes. Tudo corre tranquilamente até que, uma manhã, as crianças são acordadas aos gritos por uma figura aterradora, fardada de preto e com uma enorme tarântula a caminhar no braço esquerdo. Depressa descobrem que o acampamento se transformou em algo muito mais sinistro: agora, cada um terá de encontrar a sua própria forma de sobreviver. Neste livro, o autor regressa a um acontecimento da sua infância na Guatemala complexa e violenta do conflito armado, cujos motivos e ramificações só principiarão a esclarecer-se umas décadas mais tarde, durante reencontros fortuitos em Paris e em Berlim com alguns dos seus enigmáticos protagonistas. Uma nova peça do romance em movimento que é a obra de Eduardo Halfon, um dos projetos literários mais relevantes do panorama atual.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Um longo diálogo sobre muitos dos temas sobre os quais escreveu: o corpo e a espiritualidade, rock e feminismo, amor e sexualidade, os lugares e a vida de escritora. Publicada agora na íntegra, esta entrevista (de que apenas um terço tinha aparecido na revista Rolling Stone) foi gravada ao longo de vários meses e em duas cidades, Paris e Nova Iorque. Sontag gostava de ser entrevistada porque gostava de conversar. Era do diálogo e da energia da conversa, segundo ela, que nasciam muitas das suas ideias e o seu pensamento. Às questões colocadas por um interlocutor tão perspicaz e conhecedor da sua obra como Jonathan Cott, Susan Sontag não responde em frases, mas em parágrafos calibrados que se expandem e em que o mais impressionante são a exatidão e a afinação moral e linguística com que ela enquadra e elabora as suas ideias. «Um ótima fonte para conhecedores da ensaísta e romancista, bem como para quem só agora conhece Sontag.» Publishers Weekly «Uma entrevista humanizadora com Sontag, geralmente vista como um intelecto ferozmente agressivo e polarizador.» Kirkus Reviews «Para a brilhante ensaísta que Sontag foi, falar com brilhantismo constituía uma parte importante do seu trabalho.» Slate
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 592
Sinopse: Um romance extraordinário sobre o crescimento e a nossa relação com a vida e a morte Um adolescente, Benny Oh, começa a ouvir vozes um ano depois da morte do seu muito adorado pai, um músico de jazz. De início, pertencem às coisas que tem em casa, roupa, enfeites de Natal, comida, e Benny consegue sentir-lhes o tom, as emoções, percebendo que umas estão felizes, mas outras carregadas de sofrimento. A mãe de Benny, entre a viuvez, as dificuldades financeiras e uma tendência para comprar e guardar coisas de que não precisa, acaba inconscientemente por intensificar as vozes que perturbam o filho, cada vez mais altas e intrusivas. Benny escolhe ignorá-las, mas as vozes começam a segui-lo também fora de casa, pelas ruas, pela escola, acabando por conduzi-lo ao refúgio da biblioteca pública, onde os objetos são mais educados, respeitando silêncios. Aí, Benny descobre um novo mundo, apaixonando-se por uma hipnótica artista e conhecendo um vagabundo filósofo que o encoraja a fazer as perguntas certas. Ah! E Benny descobre ainda o seu próprio Livro mais uma coisa que fala , que lhe narra a vida e o ensina a ouvir apenas o que realmente importa e a descobrir a sua própria voz na inevitável dureza do caminho.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: O palco é Lisboa, o cenário principal, um consultório de psiquiatria: poltrona, sofá baixo de tom amarelo-ocre e tapete garrido cuja singular relevância para a história é a de aludir aos labirintos em que as suas personagens se veem e verão enredadas. E são algumas as personagens e muitos os labirintos através dos quais António, o psiquiatra, as irá guiar, como Ariadne com o seu fio. A segurar a outra ponta, Eduardo, um padre que já não encontra consolo nesse lugar de fé, e Simone, arquiteta a braços com uma carreira e uma família em ruínas. Deste elenco, fazem ainda parte Tomás, Alice, Camila, Isabel e Bárbara, testemunhas de que o Diabo anda sempre à espreita. Depois da biografia de Maria Teresa Horta, Patrícia Reis regressa ao romance com O lugar da incerteza, um livro que é também uma reflexão sobre a fé, os Homens e as teias em que se deixam enredar, por ser da sua natureza essa incapacidade de se manterem acima das coisas terrenas.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: Encarcerado por engano no «Pátio Maldito», a mais sinistra prisão de Istambul, então Constantinopla, capital do Império Otomano, frei Petar, monge bósnio cristão, ouve as várias histórias dos seus companheiros de infortúnio, entre os quais se contam assassinos, violadores, assaltantes, conspiradores, mas também inocentes e falsos acusados de todas as nacionalidades, classes e religiões. Entre estes relatos, há um em particular que assombrará as memórias futuras do monge: o do jovem Kâmil, nobre turco que de tanto ler e estudar perde o juízo e se convence de que é um sultão rival e inimigo do Estado, por isso perseguido e encarcerado. Parábola magistral sobre a natureza do mal, a arbitrariedade do poder e os mecanismos de opressão, O Pátio Maldito, do Prémio Nobel de Literatura Ivo Andric, foi considerada a melhor novela em servo-croata do século xx.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: Uma explicação das origens do descobridor da América Cristóvão Colombo, o navegador escolhido para levar o cristianismo ao novo mundo, era nobre de pai e mãe. tinha ligações ao clã genovês Cybo, o mesmo que o papa Inocêncio VIII, e à família portuguesa Ataíde. Impulsionado por Inocêncio VIII, pelos reis castelhanos Fernando e Isabel e pelo monarca português D. João II, Colombo garantiu o alargamento da Europa cristã à América, protagonizando uma mudança geoestratégica vital para conter o expansionismo muçulmano. Sem este avanço, a história do mundo nos últimos 500 anos teria sido bem diferente. O navegador e cosmógrafo, que fez a viagem de descoberta oficial das ilhas e costas das Caraíbas para as entregar aos Reis Católicos, não agiu sozinho tão-pouco sem conhecimento sobre a existência dessa região longínqua. O Vaticano possuía mapas e documentos que indicavam terra firme no Atlântico Ocidental, os reis de Portugal e da futura Espanha estavam a par dessas informações e até navegadores portugueses já por lá tinham passado. Mas porque é que foi Cristóvão Colombo, e não outro, o eleito para uma das missões mais importantes da História? As origens familiares do navegador foram determinantes para a sua escolha.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: Um jovem casal em crise abandona a cidade onde vive e parte para uma aldeia remota no interior de Espanha, em busca de uma vida mais simples e despojada. O que vêem é isto: uns quantos casinhotos e hortas, e um punhado de homens e mulheres empedernidos, que falam o mínimo. O que não querem ver são os seus próprios demónios, vazios e abismos, que ameaçam fazer ruir o que os levou até ali. Até ao dia em que uma mulher aparece acompanhada de uma menina, filha de todos e de ninguém, e vem mostrar que, enquanto houver uma criança a fazer perguntas ao mundo, a vida existe, tal como há luz enquanto o pavio da vela arder. Polifónico e sombrio, eis um romance que mergulha nos abismos mais fundos, onde a falta de luz é sempre a maior ameaça.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: No fim da noite, quando cada um seguiu o seu caminho, achei que nunca mais o iria ver. Afinal, quais seriam as probabilidades de isso acontecer numa cidade com oito milhões de habitantes? E pior... quais seriam as probabilidades de que, um mês depois, ele viesse a ser o meu novo patrão?
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Tem a impressão de que estamos a um passo do fim do mundo? E que cada tragédia que acontece traz consigo a promessa de outra desgraça ainda maior? Eis um pequeno consolo: não é o primeiro a senti-lo. Ao longo da história, a humanidade viveu convencida de que o fim do mundo estava sempre ao virar da esquina. Este livro fala sobre o fim do mundo e em como, ao longo da história, civilizações que pareciam inabaláveis chegaram ao fim. Roma, os Maias, o povo da Ilha da Páscoa, e tantas outras sociedades, revelaram que até os impérios mais poderosos são frágeis diante da passagem do tempo. O colapso raramente surge de forma repentina; resulta antes de um acumular de fatores: esgotamento de recursos, alterações climáticas, desigualdade social, corrupção política, guerras internas e até avanços tecnológicos que, prometendo progresso, acabam por trazer novos perigos. No centro destes desastres repete-se o mesmo erro humano: a arrogância de acreditar que «connosco será diferente». O passado recorda-nos que o fim nunca é inevitável. Se formos capazes de aprender com os erros de ontem, ainda poderemos construir um futuro comum e evitar que a nossa civilização seja apenas mais um capítulo numa longa lista de colapsos. UMA REFLEXÃO ENVOLVENTE, ERUDITA E INQUIETANTEMENTE ATUAL SOBRE O FASCÍNIO ETERNO QUE SENTIMOS PELO FIM DO MUNDO, E SOBRE O QUE ISSO DIZ DE NÓS.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: A realidade dos factos, garantida e incontroversa, é que no dia 22 de fevereiro de 1943, às 18:47 UTC, o Boeing 314 Yankee Clipper da Pan American mergulhou no rio Tejo quando se preparava para aterrar em frente a Cabo Ruivo, arrastando consigo 24 dos 39 ocupantes que trazia a bordo. O que teria causado um acidente daquela magnitude? A bordo do avião ia o jovem Ernesto Sardinha, Oficial do Serviço de Aviação da Armada Portuguesa. Rapaz pacato e cumpridor, nascido e criado em Belém, tinha sido incumbido de embarcar no Yankee Clipper com uma missão secreta - a mando do mítico General Humberto Delgado. A missão tinha sido amplamente discutida em terra, em conversas sussurradas nos gabinetes ministeriais e nos salões dos hotéis chiques da linha do Estoril, onde à época circulavam espiões dos dois lados da barricada. O mundo estava em guerra, e neste canto à beira-mar desfilavam os refugiados, os conspiradores, os agentes duplos e até um famoso piloto, de seu nome Antoine de Saint-Exupéry. Numa viagem inesquecível, entre Nova Iorque, os Açores e Lisboa, Ernesto conhece e priva com personagens como a atriz Jane Froman, cuja vida daria mais tarde um filme, a vedeta do acordeão Gypsy Markoff e a malograda cantora Tamara Drasin. Tudo isto é verdade. Ou talvez só uma parte. José Correia Guedes, Comandante da TAP durante décadas, regressa àquele dia trágico e imagina a história de um piloto português que, se não existiu, poderia ter existido. E, sobretudo, fala com propriedade de um dos mais extraordinários aviões da história, o Yankee Clipper, que protagoniza este romance baseado em factos reais.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 368
Sinopse: Edimburgo, 1679. Lady Christian foi presa e acusada do homicídio do seu amante, James Forrester. O julgamento e a acusação são alvo de notícias espalhadas por toda a cidade, com manchetes que não deixam espaço para dúvidas: adúltera, prostituta e assassina. Apenas um ano antes, Lady Christian era recém-casada e vivia uma vida de privilégio e respeitável. Então, o que a motivou a arriscar tudo por um caso amoroso? Será que isso a torna culpada de um assassinato? Afinal, Christian era apenas mais uma mulher na vida de Forrester, e decerto não seria a única a desejar a sua morte Inspirado num julgamento real, A Donzela é um romance marcante que dá o merecido destaque às mulheres injustamente esquecidas do passado.
