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Nº Páginas: 164
Sinopse:
Será que a política já não "apaixona" os públicos? Será que os programas de informação política estão condenados à "guetização" nas grelhas de programas por força do audimetro e da tirania dos resultados? Será que os políticos estão reféns dos media num sistema que alguns consideram estar dominado pela comunicação? Para os políticos, a entrevista e o debate são instrumentos importantes na relação com os eleitores. Na entrevista, os políticos arriscam o jogo da verdade que uma parte da sociedade civil julga estar ausente das instituições. Este é um breve registo sobre a comunicação, o jornalismo, a política e os políticos. Mas também sobre outros intérpretes da realidade. Um registo onde se cruzam duas vozes: a minha e a da Mariana. Pela minha parte, solto as palavras sobre as pequenas coisas que sempre ficam por contar em televisão: as dúvidas, os medos, as alegrias, as decepções. Quanto a Mariana, ela é uma jovem que me critica e que me interroga. Afinal, este é um livro sobre a difícil arte de interrogar - a entrevista - porque "a vida não é nada excepto perguntar sobre si mesma".
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Em tempo de pandemia, espectáculos foram cancelados, salas de cinema permaneceram vazias, portas de universidades fecharam-se - autores e criadores foram todos para casa, levando a cultura consigo. Durante três longos meses, José Jorge Letria entrevistou dezassete figuras da vida cultural portuguesa, de Lídia Jorge e Mário de Carvalho a Fernando Tordo, o cientista Carlos Fiolhais, Pacheco Pereira e Barata-Moura, Fernando Rosas e Olga Roriz. Com olhares atentos e críticos às mudanças que ocorreram neste período à escala nacional e mundial, os entrevistados contam o impacto que esta nova realidade teve nas suas vidas profissionais e pessoais e reflectem sobre um hipotético futuro que advirá do medo e necessidade de combater o novo vírus. Reúne-se aqui uma colectânea de relatos que espelham não só perfis distintos mas também preocupações vividas, em cada momento, na relação com o quotidiano, a política, a ciência e a cultura. Um testemunho para memória futura. Fernando Rosas · José de Guimarães · Mário De Carvalho · António Victorino D’Almeida · Carlos Fiolhais · Rui Vieira Nery · José Manuel Castanheira · Mário Vieira de Carvalho · Lídia Jorge · Mário Mesquita · Nicolau Santos · Olga Roriz · Álvaro Cassuto · José Barata -Moura · José Pacheco Pereira · Fernando Tordo · Jorge Paixão da Costa
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Nos últimos 20 anos, houve milhares de relatos sobre os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001, mas nenhum resgata as histórias de vida dos afegãos, iraquianos e paquistaneses cujas existências foram estilhaçadas quando, após a queda da Torres Gémeas, o vento mudou de direcção e se abateu com fúria sobre as suas casas e o seu dia-a-dia. Neste livro, a jornalista Simone Duarte reabilita a humanidade de algumas dessas vítimas esquecidas: um rapaz treinado para ser um bombista suicida, outro que atravessou oito países para escapar aos talibãs, uma afegã em fuga da ocupação americana, um espião dos serviços secretos paquistaneses ou o jornalista a quem Bin Laden deu a última entrevista antes dos ataques. Um livro inesquecível e perturbador que nos mostra uma perspectiva incomum sobre as consequências devastadoras do dia que mudou por completo a face do mundo moderno.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Sexo e música: uma harmonia que vem de longe… Conheçamos a história que liga, desde as origens da Humanidade e em todas as culturas, a música com a sexualidade. Partindo das ligações fisiológicas entre o prazer sexual e o prazer de ouvir música, esta obra aborda, de um ponto de vista antropológico e histórico, aquilo que, em todas as épocas e em todas as latitudes, fez com que a música e o sexo se cruzassem: a música das heteras romanas, as melopeias das gueixas, as composições do romantismo alemão ou das bandas pop da década de 1970. Por último, o autor revela o que une a música e a sexualidade nas representações artísticas e culturais: da pintura chinesa à banda desenhada, passando pelas influências da música e do sexo sobre a literatura e a arte cénica, das danças da Antiguidade à cultura hip hop.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Martin Amis escreveu pela primeira vez sobre o 11 de Setembro num artigo para o Guardian que começava assim: "Foi o advento do segundo avião, a adejar já baixo por cima da Estátua da Liberdade: foi esse o momento decisivo." Regressou ao tema regularmente com ensaios, críticas e dois contos notáveis: "No Palácio do Fim" e "Os Últimos Dias de Muhammad Atta". Todos os textos estão agora reunidos neste volume - que inclui ainda um relato das viagens que fez com Tony Blair a Belfast, Washington, Bagdade e Basra - que a Quetzal publica para assinalar os 10 anos do atentado terrorista que mudou o mundo.
Nº Páginas: 424
Sinopse:
Noreena Hertz, considerada uma «das principais pensadoras globais» por The Observer, dá-nos um retrato desassombrado mas otimista do mundo solitário que construímos e mostra-nos como a pandemia de Covid-19 acelerou o problema da solidão e o que precisamos de fazer para nos religarmos. A solidão tornou-se a característica definidora do século XXI. Ela não só prejudica a nossa saúde física e mental, a nossa riqueza e a nossa felicidade, como constitui uma ameaça à democracia. Mesmo antes de uma pandemia global nos familiarizar com expressões como «distanciamento social», o tecido da comunidade estava a desfazer-se e pendia uma ameaça sobre as nossas relações pessoais. Porém, está nas nossas mãos resolvermos esta crise. Propondo soluções originais que vão da Inteligência Artificial «empática» e de modelos inovadores de residência urbana a novas maneiras de revigorarmos os nossos bairros e conciliarmos as nossas diferenças, esta obra dá-nos uma visão otimista e capacitadora do modo como podemos sarar as nossas comunidades fraturadas e restaurar as ligações nas nossas vidas.
Nº Páginas: 154
Sinopse:
"O Reino da Estupidez" é um conjunto de ensaios e crónicas publicadas por Jorge de Sena em 1978. A publicação beneficia e desfruta da liberdade que se seguiu, e da inexistência da Censura, incidindo as crónicas, que antes não poderiam ter sido publicadas, sobre temas não-literários (com a excepção camoniana), satirizando situações ou problemas portugueses, brasileiros ou americanos ou denunciando "contradições ridiculamente significativas". Estes textos, e citamos Jorge de Sena, constituem uma colecção "amplamente instrutiva e divertida, de ensaios e outros textos de notabilíssima qualidade cultural, altíssimo valor educativo, e palpitantíssima actualidade, interessando igualmente a homens, mulheres, soldados e crianças (como dizia o Avô do autor ao enumerar o género humano, e ele tinha três filhos na tropa, todos homens) de todos os partidos e inteiros em mais de um país do supracitado Reino, independentemente do propriamente dito. Sem nenhuma das licenças necessárias à impressão e distribuição de tão oportunos desaforos."
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Neste livro de ensaios, Herta Müller - vencedora do Prémio Nobel da Literatura em 2009 - faz uma "auto-radiografia" à sua escrita, levantando a ponta do véu que cobre as suas vivências e memórias pessoais e revelando a génese do seu próprio processo criativo, no contexto do regime ditatorial da Roménia de Ceausescu.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
O meio envolvente tem uma influência decisiva no ser humano. Afeta os nossos pensamentos, as nossas emoções e a nossa resposta física, quer nos sintamos deslumbrados pelo Grand Canyon ou pela Basílica de São Pedro, em pânico numa sala lotada, ou tentados nos casinos e nos centros comerciais. Em A Alma dos Lugares, o psicólogo e investigador na área da neurociência Colin Ellard explica como as nossas casas, os nossos locais de trabalho, as cidades que habitamos e, claro, a natureza nos vêm influenciando ao longo da história, e dá conta de como o cérebro e o corpo respondem de forma diferente aos espaços reais e virtuais. Neste livro fascinante, publicado em vários países, este especialista na dinâmica entre a psicologia, a arquitetura e a geografia - a que chama psicogeografia - analisa também a influência que as tecnologias têm no meio envolvente, questionando o leitor sobre o tipo de mundo que estamos a criar. A Alma dos Lugares é um livro imprescindível para entendermos o nosso tempo e aquilo que somos.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Os homens modernos são forçados a uma performance de virilidade denunciada por muitos como sufocante - a chamada man box. Phil Barker passou anos a investigar e a escrever sobre as elevadas taxas de suicídio entre os homens, a violência doméstica, a pornografia e a misoginia - mas também sobre a amizade masculina, os prazeres de ser pai e as relações entre homens e mulheres. Esta análise e reflexão fê-lo questionar o modelo tradicional de "masculinidade". Neste livro, Barker convida-nos a repensar o que significa ser-se homem e pede a todos os homens que ousem uma forma de vida mais livre, mais saudável e mais feliz para eles e para as pessoas que amam. Uma análise equilibrada, clara e esperançosa sobre a masculinidade.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Luís Osório convidou 30 portugueses, empresários, políticos, escritores, pensadores, artistas, jornalistas, chefs, cantores, cómicos e perguntou-lhes o que pensam, o querem, de Portugal. Mais ainda, o que fazem por Portugal. São trinta conversas que compõem um retracto colectivo deste país à beira-mar plantado. De António Costa a Paula Amorim e Miguel Sousa Tavares; de António Barreto a Joana Vasconcelos e Fernando Medina; de Maria Filomena Mónica a Catarina Martins e Assunção Cristas, trinta portugueses confessam-se com franqueza, intimidade em muitos casos, e ajudam-nos a compreender Portugal, o nosso passado e as expectativas de futuro. Gonçalo Rosa da Silva fotografou, de forma soberba, cada um destes 30 portugueses notáveis.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Obra fundamental para compreender o mundo em mudança e os grandes desafios do futuro O mundo está a mudar drasticamente. Estamos preparados para o futuro? Neste livro de leitura absorvente, Guillén, uma das personalidades mais ousadas da atualidade, explica como as grandes tendências do nosso tempo - o auge dos robôs, o problema demográfico, a ascensão da classe média em África, a riqueza cada vez maior das mulheres, entre outras - convergirão nos próximos anos num ponto de não retorno, para o bem e para o mal. No ano de 2030, assistiremos a uma nova realidade: - Haverá mais avós do que netos; - A economia global será impulsionada pelo consumidor não-ocidental pela primeira vez na história moderna; - As mulheres serão as principais detentoras da riqueza global; - Haverá mais robôs do que trabalhadores e mais computadores do que cérebros humanos; - Haverá mais moedas do que países.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
O ano de 1924 marcou a vida de Adolf Hitler e o destino da Humanidade. Detido na sequência do putsch em Munique, um golpe falhado, e rodeado pelos seus coconspiradores, Hitler passa na prisão por um período intenso de leitura e escrita enquanto aguarda um julgamento por traição. Nesse ano sedimenta as bases do que viria a ser a ideologia do Terceiro Reich, arquiteta a então aparentemente impossível subida ao poder e escreve Mein Kampf, o seu manifesto infame. Tudo o que a História presenciou depois - a violência, a ditadura, a guerra mais mortífera de sempre - encontrava-se cristalizado nesse ano paradigmático. Até agora, tal período ficou por analisar com a devida profundidade. O jornalista Peter Ross Range fá-lo magistralmente, descrevendo os episódios do ano mais importante para perceber a mente de Hitler numa obra pioneira e de leitura empolgante: "1924 - O Ano que criou Hitler".
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Em 1810 foi a 3.ª Invasão Francesa, derradeiro episódio duma guerra que pôs fim a muito do que Portugal fora até aí. Em 1910, a República, enquanto mudança de regime. Em 2010, confrontamo-nos com outros desafios. No entanto, a sua consideração religiosa e cultural é necessária. O presente volume junta uma parte do significativo avulso ensaístico do autor. A organização, da responsabilidade dos editores, expressa a hipótese seguinte: o texto inicial, que se destaca do conjunto por características talvez mais próximas da proposição, funciona como tese; os restantes ensaios ligam, adensam e debatem, com conhecimento e paixão invulgares, quanto ali é sugerido. Manuel Clemente Nasceu emTorres Vedras a 16 de Julho de 1948. É licenciado em História e Teologia e doutorado emTeologia Histórica. Em 1975 começou a leccionar na Universidade Católica Portuguesa, tornando-se depois director do Centro de Estudos de História Religiosa dessa instituição. Em Junho de 1979 foi ordenado presbítero; vinte anos depois, em Novembro de 1999, foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, com o título de Pinhel, e em de Janeiro de 2000, ordenado na Igreja de SantaMaria de Belém (Jerónimos). Em 2007, o Vaticano nomeou-o Bispo do Porto. Publicou, entre outras, as obras Nas origens do apostulado contemporâneo em Portugal. A Sociedade Católica (1843-1853) [UCP, 1993], Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à Republica [Grifo, 2002] e História e Religião em Torres Vedras [Grifo, 2004].
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 328
Sinopse: TUDO O QUE A ESQUERDA NÃO QUER DIZER E DIREITA NÃO QUER QUE ELA DIGA O mundo mudou e a Esquerda não notou. Precisa de ajuda. De autoajuda. Fazer companhia à psicologia barata e aos manuais sobre emagrecimento pode ser, para uma Esquerda elitista, uma forma de descer à terra. Presa na bolha da academia e das sedes partidárias, a Esquerda afastou-se do povo. O resultado está à vista. Para não morrer, a Esquerda tem de rebentar a bolha.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Que qualidade mágica fará de algumas pessoas imediatamente estimadas e respeitadas, seja nos negócios ou nas relações pessoais? Qual será o truque, qual será o toque de Midas? Afinal, tudo parece resumir-se a um conjunto de técnicas que podem ser aprendidas, permitindo a qualquer um de nós desenvolver um sistema eficaz para se conectar com os outros. A autora Leil Lowndes fez carreira a ensinar os melhores métodos de comunicação em vários setores de atividade e ambientes diversos, desde primeiras reuniões individualizadas até sofisticadas técnicas para apresentações a grupos. Em Como Falar com Todos, encontrará: - 9 formas de garantir uma boa primeira impressão; - 14 formas de dominar conversas de circunstância e a linguagem corporal; - 14 formas de se comportar como uma celebridade; - 6 formas de se sentir incluído em qualquer grupo; - 7 formas de estabelecer ligações subliminares com alguém; - 9 formas de alimentar o ego de quem quer que seja (e de saber quando NÃO deve fazê-lo!); - 11 formas de transformar o seu telefone numa poderosa ferramenta de comunicação; - 15 formas de lidar com um grupo tal como um político o faz com uma sala cheia; - 7 formas de conversar com os tigres sem ser devorado.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: Reflexões pertinentes sobre o poder da cultura e sobre a vitalidade do cultural enquanto sistema vivo e criativo, dotado de sentido, capaz de resistência, sustento e esperança colectiva. Esta obra aborda a cultura enquanto testemunho dos desafios de diferentes tempos, e da memória, enquanto instrumento essencial para a compreensão do mundo actual e do talento colectivo de agir sobre ele. As tecnologias, a sociedade em rede e a mediação da comunicação marcam novas realidades e a forma como nos relacionamos com o outro; o panorama geopolítico mundial transforma-se a cada minuto obrigando as democracias a exercícios de prova de vida; as migrações reconfiguram o patchwork social e cultural da Europa e as práticas artísticas são agora os abrigos de identidades individuais e coletivas.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: N.º 1 top de vendas internacional A vida dos endinheirados brasileiros Há um traço comum a boa parte dos endinheirados brasileiros: eles não se consideram ricos. Por mais variados que sejam os costumes, a origem e a quantidade de dinheiro, o facto é que não existe um critério absoluto para a riqueza no Brasil. Por lá, ela é relacional. Haverá sempre alguém com mais dinheiro, mais pompa, mais património, mais próximo do topo da pirâmide. Logo, os ricos são sempre os outros. Com base nessa constatação, o antropólogo Michel Alcoforado faz um mergulho no mundo das elites brasileiras e destrincha tipos facilmente reconhecíveis: o casal emergente da Barra da Tijuca que vai a Miami comprar roupas de marca; a herdeira de um banqueiro que leva uma vida longe dos holofotes na Suíça; o embaixador carioca inconformado que o Itamaraty não é o mesmo desde o aumento de vagas para a carreira diplomática. Capaz de traduzir um vasto repertório antropológico numa descrição analítica e cheia de humor, Michel Alcoforado traz para este livro a experiência acumulada de anos a atuar como «antropólogo do luxo», condição que lhe franqueou acesso aos círculos mais restritos da elite brasileira. Durante a pesquisa, ficou claro que, a partir de certo patamar, aos ricos já não interessa o tamanho da conta bancária, mas os códigos que precisam de dominar para fazer parte das altas-rodas. Exibir marcas espalhafatosas faz sentido para os emergentes empenhados em ostentar a nova posição, porém é sinal de arrivismo aos olhos de um rico tradicional, que tende a optar por roupas discretas e só reconhecíveis por quem domina o mesmo repertório. O jogo de distinção está em toda a parte: na escolha dos bairros para morar, na arquitetura e na decoração das casas, nos destinos de viagem, nos estudos e na linguagem. Coisa de Rico examina as regras desse jogo. Com verve de comunicador tarimbado, acostumado ao léxico dos podcasts e das redes sociais, Michel Alcoforado faz um diagnóstico mordaz e preciso das contradições da elite brasileira.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Uma investigação séria e apaixonante sobre a história e os usos da canábis. Um guia sobre a erva mágica. Neste livro, o neurocientista Sidarta Ribeiro apresenta uma breve história da erva milenar e descreve como os feitos humanos coletivos conseguiram domesticar uma planta de incrível versatilidade, cuja história se confunde com a da nossa espécie. Fosse cânhamo para produtos navais na Europa e teares na China ou unguento medicinal na Índia e em África, a canábis esteve sempre presente na sociedade e evoluiu connosco, elevando a qualidade de vida da humanidade. Depois de inúmeros estudos e descobertas relativas ao tratamento da epilepsia, o uso medicinal da marijuana já não é questionado pela ciência. E ainda há muito a descobrir sobre as suas potencialidades: ansiedade, depressão, Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla são algumas das doenças que podem ser se não curadas, pelo menos mitigadas com o consumo desta planta. Indicada principalmente para pessoas adultas, vai muito além das múltiplas prescrições medicinais, podendo contribuir para o bem-estar geral, também pelo seu uso recreativo. As Flores do Bem propõe um diálogo contra a desinformação, recorrendo à história, à cultura e a testemunhos pessoais, sempre com rigor científico mencionando os benefícios do uso da canábis em muitos aspetos da vida: desporto, trabalho, estudo, sexo, sono, religião, além de grande aliado da criatividade e da ampliação dos sentidos.
Nº Páginas: 104
Sinopse:
Sabia que, entre novas e antigas, as ditaduras comandam hoje mais de um terço do mundo? Pois é, os regimes autoritários estão de regresso, e impõe-se identificá-los e aos seus mecanismos. Cresceram em número, mas sobretudo em variedade. Destacam-se em quase todo o território da ex-URSS, assomam na Turquia e na Hungria e dominam potências como a Rússia e a China ou países com grande importância estratégica, como a Arábia Saudita, as Monarquias do Golfo ou a Venezuela. O presente ensaio apresenta e explica o mapa-mundo actual das ditaduras. Disseca os modos de dominação predominantes e salienta como, cada vez mais, os regimes autoritários "se vestem como democracias". Assinala continuidades e mudanças e permite uma premente visão global do autoritarismo político contemporâneo, confirmando-o no pólo oposto da governação democrática.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Um livro sobre livros que é uma ode à leitura e às histórias que nos formam. Este livro é uma carta de amor aos livros, mesmo que isso pareça redundante. Desafiámos os autores da Tinta-da-china a escreverem um texto original sobre um livro que os tenha marcado: aquele livro a que voltamos muitas vezes, aquele que nos fez descobrir a leitura, aquele que nos acompanhou numa viagem ou que simplesmente nunca nos saiu da cabeça. São esses livros que estão aqui, numa partilha única e generosa de escritores-leitores com leitores que querem sempre descobrir novos escritores, e como todos os que compreendem o impacto que um livro pode ter na nossa vida. Com textos de: A.M. Pires Cabral, Ana França, Andreia Faria, Antonio Prata, Catarina Gomes, Daniel Blaufuks, Dulce Maria Cardoso, Eliane Robert Moraes, Francisco Bosco, Giovana Madalosso, Gregorio Duvivier, Gustavo Pacheco, José Maria Vieira Mendes, Luísa Costa Gomes, Margarida Vale de Gato, Marta Hugon, Natalia Timerman, Paulo Scott, Pedro Mexia, Raquel Nobre Guerra, Rosa Oliveira, Rui Cardoso Martins, Rui Tavares, Ruy Castro, Tati Bernardi, Tatiana Faia, Tiago Ferro, Valério Romão Prefácio de: Alberto Manguel Os direitos deste livro revertem a favor do Mbongi 67 — um colectivo de acção cultural, criativa e artística da Damaia, com livraria e pólo de bibliotecas na periferia de Lisboa.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Os filósofos podem combater a estupidez e considerá-la um adversário - e até, pelo menos teoricamente, uma forma de inteligência. Para isso, podem descobri-la através da opinião, dos preconceitos, da arrogância, da superstição, da intolerância, do dogmatismo, do niilismo, etc. Isto pode esclarecer a natureza da estupidez e ajudar a combatê-la — mas o problema são os estúpidos. É essa a pergunta: e os estúpidos que encontramos no dia a dia, no emprego, nos transportes, na família, entre os nossos vizinhos, amigos e amantes? Os estúpidos são um problema delicado e muito mais importante do que a estupidez propriamente dita. A sua existência constitui um problema teórico e filosófico extremamente complexo. São obstinados, agressivos, oportunistas - e, às vezes, inteligentes. O que fazer deles? Com humor, ironia e recurso à filosofia, Maxime Rovere trata de explicar como resistir-lhes, como escutá-los, como o Estado os protege, como nos ameaçam - e porque é que eles preferem destruir a construir, por que motivo governam o mundo e ganham sempre.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Este livro debruça-se sobre a relação dos jovens portugueses com a cultura das celebridades, procurando compreender as suas diferentes posições de audiência. Tornou-se um lugar-comum citar Andy Warhol e a sua profecia de que "no futuro, todos terão os seus 15 minutos de fama". Esse "futuro" é o nosso presente, mas essa profecia corre o risco de se tornar ultrapassada por uma fama ainda mais fugaz e transitória, trazida pela voragem de uma televisão fragmentada e pelos media digitais. Por outro lado, tornou-se também um cliché considerar que os jovens querem ser famosos quando crescerem, mesmo que não saibam em quê. Este livro pretende dar conta da relação dos jovens portugueses com a cultura das celebridades no contexto das suas práticas quotidianas, da sua inserção na família, na escola e em outros círculos sociais e culturais.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
O professor e investigador Victor Correia analisa o significado de um dos conceitos mais actuais do mundo de hoje: o radicalismo. Neste livro, examina a que áreas este conceito se aplica - na política (de direita e de esquerda), na religião (o fundamentalismo), na filosofia (as ideias filosóficas ditas radicais), e na arte (o vandalismo) -, abrindo caminhos para a compreensão dessas áreas a partir do conceito de radicalismo e, no sentido inverso, desse conceito a partir das áreas às quais se aplica. Mostra também o que existe de comum e de diferente no radicalismo em cada uma das áreas. Numa linguagem acessível à generalidade do público, relaciona o conceito de radicalismo com outros conceitos semelhantes, analisando os pontos de convergência e de divergência, e mostra a sua ambiguidade e subjectividade. Na sociedade de hoje, predominantemente progressista, mais aberta e tolerante a novos valores, o radicalismo assume novos contornos.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
O fenómeno intrusivo que mina a democracia portuguesa. A corrupção mata a esperança no futuro de Portugal. O fenómeno ganhou raízes e é, infelizmente, uma das marcas distintivas do regime democrático português. Bastará estar atento às notícias para constatar que a corrupção contaminou muitas áreas da nossa sociedade, do futebol à cultura, passando pela justiça e pela política. Casos e Protagonistas de A a Z Com este livro, Paulo de Morais apresenta um registo, para memória futura, do flagelo da corrupção. Retratam-se casos e protagonistas, essencialmente na esfera da política, para que fiquem identificadas as causas do fenómeno e os seus principais responsáveis. Mas também se evidencia o esforço de jornalistas e ativistas que combatem a corrupção de diversas formas, bem como das organizações em que se agregam. O autor é um ativista na denúncia dos mecanismos da corrupção em Portugal. Faz apresentações e conferências pelo país sobre o tema e foi membro do núcleo fundador da Associação Cívica Transparência e Integridade, capítulo nacional da organização não-governamental Transparency Internacional, de que foi vice-presidente. Conhecer o fenómeno. Travar a corrupção. Somos todos precisos.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
A democracia está a consumir-se a si própria, as desigualdades estão a aumentar e o sistema está a colapsar. Porquê? Porque em 1962 alguns banqueiros londrinos tiveram uma ideia que mudou o mundo. Essa ideia chamava-se offshore e significava que, pela primeira vez, os ladrões podiam sonhar em grande — podiam roubar tudo. Este livro é a estonteante história da riqueza e poder no século XXI — é uma viagem ao mundo oculto dos novos cleptocratas e criminosos globais, passando pelos países pobres em que o dinheiro público é roubado e pelos países ricos onde é investido. De Angola à Ucrânia, do Reino Unido a Malta, O País do Dinheiro denuncia as instituições que se estão a transformar em operações de lavagem de dinheiro. É também um alerta para a forma como a manipulação das leis de uns países afeta as fundações de outros, incluindo alguns dos países mais estáveis do mundo. O cenário é negro, mas ainda há tempo para resgatar a democracia das garras da corrupção.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Pode um bilionário ser arauto e servidor de um povo revoltado? E é esta revolta real ou fabricada? E que revolta é, se for? Na sociedade, na economia, nos estados, no próprio modelo federal? É o "novo contrato" prometido por Trump uma visão, ou um disfarce? O "populismo" triunfante durará? Haverá resistência nacional? E é Trump um revolucionário, um contra-revolucionário ou um reaccionário? Este livro procura analisar as causas, profundas e visíveis, longínquas e próximas, provadas e prováveis, do triunfo de Donald Trump. Investiga também as consequências dessa eleição, para a América e para o mundo, incluindo Portugal. E traça um retrato histórico da "civilização" dos EUA. Com fontes, documentos e testemunhos inéditos, eis a primeira obra mundial sobre um fenómeno que dará que falar, quer seja vitorioso até 2021, quer morra pelo caminho.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Este é um relato inédito sobre as dificuldades e as virtudes da governação em Portugal, que revela episódios políticos até agora desconhecidos, destacando as resistências que tentaram, sem sucesso, travar a primeira reforma estratégica e consistente da administração local executada em Portugal desde o século XIX. Partindo das suas experiências e vivências pessoais, Miguel Relvas e Paulo Júlio falam das grandes manifestações contra a reforma, das complexas negociações com a "troika", das relações infrutíferas com o PS e das relações politicamente exigentes com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses e com a ANAFRE, além de outros temas controversos e pouco conhecidos da opinião pública, como as reservas de setores da maioria que apoiava o Governo e as divergências com o CDS por causa da lei eleitoral autárquica. Com prefácio de José Maria Aznar e testemunhos de diversas figuras da política nacional (como Fernando Ruas, Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes e Luís Marques Mendes, entre outros), esta obra apresenta-se como uma análise inédita da história política e institucional contemporânea de Portugal, abrindo novas perspetivas sobre o futuro da governação do país. Aceda aqui aos materiais complementares referidos na obra: Anexo_1_Reforma Administrativa de março de 2004 Anexo_2_Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-2011 Anexo_3_Lei n.º 55-2011 Anexo_4_Número de Municípios que perderam População - Censos 2011 Anexo_5_População Residente - Censos 2011 Anexo_6_Despacho conjunto PAEL Prog II Anexo_7_Lei n.º 22-2012 Anexo_8_Número de Municípios na Europa Anexo_9_Lei n.º 11-A-2013
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Foi em 1975 que Sophia publicou o seu magistral ensaio sobre a arte e o corpo na antiga Grécia, "O Nu na Antiguidade Clássica", a que acrescentaria em edição posterior um capítulo dedicado aos bronzes de Riace, entretanto encontrados. Há muito esgotado, a Assírio & Alvim volta a publicá-lo agora, no ano do centenário do nascimento da autora, em conjunto com uma antologia significativa de poemas dedicados à antiguidade clássica, selecionados por Maria Andresen de Sousa Tavares. "O texto que agora se reedita não é uma história da arte grega, nem a isso se propõe; não é igualmente um texto de académica erudição, procurando inserir-se e porventura dilatar o largo caudal da tradição universitária. Embora nobre, tal não constitui a sua intencionalidade primordial. "O Nu na Antiguidade Clássica" ergue-se a partir de intuições nucleares, ardentes fachos concedidos pelos deuses, intuições cerzidas e estendidas em abissais vivências, em que o épico resplendor do Sol se mistura com o abissal e trágico canto da Esfinge." [do prefácio de José Pedro Serra] Dionysos Entre as árvores escuras e caladas O céu vermelho arde, E nascido da secreta cor da tarde Dionysos passa na poeira das estradas. A abundância dos frutos de Setembro Habita a sua face e cada membro Tem essa perfeição vermelha e plena, Essa glória ardente e serena Que distinguia os deuses dos mortais.
Nº Páginas: 198
Sinopse:
Como nasceu o país do terror! Desde os terríveis eventos de 11 de Setembro, muita coisa mudou secretamente nas organizações jihadistas. Explorando os passos em falso que o Ocidente deu nas guerras do Afeganistão, Iraque, Líbia e os seus erros de avaliação relativamente à posição da Síria e às revoltas da Primavera Árabe, as organizações jihadistas crescem de um modo inimaginável e expandem rapidamente a sua influência de dia para dia. Na altura não tinham território e faziam atentados pontuais. Hoje controlam uma área maior que a Grã-Bretanha. Depois de conquistar Mosul, em junho de 2014, o líder do EIIL foi declarado líder de um novo califado que exige obediência a todos os muçulmanos. A política secular foi sepultada e regressou a Jihad. Enquanto o Estado Islâmico proclamado pelo EIIL enfrenta os inimigos, existe a promessa de o Ocidente voltar a ser o alvo principal de todos os ataques terroristas. E citando uma fonte direta de Cockburn, "sem exceção, todos os rebeldes expressaram entusiasmo pelos ataques de 11 de Setembro e esperam voltar a fazer o mesmo na Europa e nos Estados Unidos." Os seus planos são recuperar todo o território que em tempos pertenceu ao mundo islâmico. Portugal e Espanha incluídos… Descubra neste livro o desenrolar de um dos maiores desastres diplomáticos do Ocidente e saiba tudo sobre a ascensão dos novos jihadistas até à criação de um novo Estado.
