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Edição: Abr 026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Uma ode à alegria de colecionar livros. Para todos os que sabem que nunca se tem livros a mais. Estas páginas reúnem uma verdadeira celebração do fascínio de viver rodeado de livros: lidos, por ler, começados e recomeçados. Inspirado no termo japonês tsundoku, que descreve o ato de acumular livros com a melhor das intenções, o típico «depois leio», este livro transforma aquilo que muitos chamam desordem ou culpa numa filosofia de vida reconfortante e profundamente humana. Entre pilhas instáveis, estantes cheias até ao limite e o ritual de folhear páginas, descobrimos que os livros não são só objetos de leitura: são promessas, companheiros, refúgios. Aqui fala-se da felicidade de escolher e comprar livros, da rebeldia contra listas de leitura, das estratégias para organizar bibliotecas impossíveis, das desculpas engenhosas para justificar mais uma aquisição e do prazer de reler. Mas, acima de tudo, esta filosofia lembra-nos que não é obrigatório termos lido todos os livros que possuímos para os amarmos incondicionalmente. Os livros não lidos também nos falam, também nos levam em viagem, também cuidam da nossa alma. Basta tocá-los, cheirá-los, abri-los ao acaso ou simplesmente saber que estão ali.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: ISTO NÃO É UM LIVRO DE AUTO-AJUDA A `vida boa, aquela que vale a pena ser vivida, é uma antiquíssima interrogação filosófica. «O título pode soar a `auto-ajuda, mas não se espere isso de Phillips, extraordinário ensaísta e psicanalista céptico (céptico mesmo quanto à psicanálise, que vê como uma proposta intelectual fascinante e um método terapêutico hipotético). A Vida que Queremos corresponde a uma pergunta fundamental, ou a várias: vivemos para fazer o quê, que faremos com a nossa vida, que quer dizer `querer quando dizemos que queremos determinada vida?» Pedro Mexia, Expresso
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 318
Sinopse: DIZ-SE QUE A VIDA NÃO TEM PREÇO. É MENTIRA! O custo de salvar uma vida, de criar uma vida ou de compensar uma vida tirada é diariamente calculado e posto em prática. Para filantropos, juízes, criminosos e profissionais de saúde, faz simplesmente parte do trabalho quotidiano. Numa série de encontros extraordinários com pessoas que fingiram a própria morte ou perderam um ente querido para o terrorismo, com assassinos a soldo e com escravos dos nossos dias Jenny Kleeman descobre mais perguntas do que respostas. Será que algumas vidas valem realmente mais do que outras? Num mundo apaixonado por dados, o que perdemos e o que ganhamos ao deixar para uma lógica fria e implacável os juízos que realmente importam? Este livro leva-nos a conhecer algumas das pessoas que decidem quanto valemos.
Edição: Jun 2021
Nº Páginas: 340
Sinopse: O que está verdadeiramente em jogo na política? Nada menos do que o modo como devemos viver, enquanto indivíduos e enquanto comunidades. Este livro vai além dos cabeçalhos redutores, das fake news e da histeria e examina as questões intemporais formuladas e as respostas encontradas por um grupo diversificado de 30 grandes pensadores políticos da história. Seremos animais políticos, económicos ou religiosos? Deveremos viver em pequenas cidades-estados, em nações ou em impérios multinacionais? Que valores deverá promover a política? A riqueza deverá estar nas mãos de alguns ou ser propriedade de todos? Os animais também terão direitos? Nenhuma ideia é demasiado radical para este sortido global de pensadores, entre os quais se encontram Confúcio, Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Burke, Wollstonecraft, Marx, Nietzsche, Gandhi, Qutb, Arendt, Nussbaum, Naess e Rawls.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: A ameaça da extrema-direita nunca foi tão real. Continuaremos como se nada fosse? Caro leitor, o fascismo preocupa-o, mas duvida de que valha a pena votar nas próximas eleições? Observa com ceticismo as provocações da extrema-direita, mas não acredita que «os outros» estejam a fazer grande coisa? Tem a certeza de que não se está a tornar, um pouco, como eles? O sociólogo Mark Fortier coloca-se esta mesma questão e decide levá-la ao extremo: escreve o diário da sua «conversão» ao fascismo, que é, na verdade, uma corrosiva e lúcida sátira sobre o perigo do conformismo. Passo a passo, narra como se deixa fascinar pelo que antes abominava, para compreender o funcionamento da resignação e do neofascismo. Um alerta disfarçado de brincadeira que, provavelmente, deixará de parecer engraçado muito em breve.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: O que acontece quando a política está em todo o lado, mas tudo parece ficar na mesma? Revisitando as ilusões da era pós-política que se seguiu ao fim da Guerra Fria, evidenciam-se os contornos da estranha vida pública contemporânea, construída em torno de protestos, indignações virais, guerras culturaise um sem-fim de causas que nascem e se eclipsam da noite para o dia. Tal desfile de urgências morais implementou-se, por sua vez, sobre as ruínas da antiga infraestruturade partidos, sindicatos e solidariedade cívica, hoje categoricamente esvaziada. Ao paradoxo das ondas de entusiasmo popular que raramente resultam em movimentos coletivos, da politização extrema que nunca se traduz em ações políticas concretas, Anton Jäger chamou «hiperpolítica». De Guy Debord e Wolfgang Tillmans às ficções desencantadas de Houellebecq, Hiperpolítica explora a fragmentação da ação coletiva e a fragilidade do tecido social para tentar compreender como uma época tão moralmente exigente é, ao mesmo tempo, tão inconsequente. Um mapa essencial para navegar as novas contradições da atualidade e um guia para a criação de uma politização que produza frutos duradouros.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
WOKE é o retrato do delírio que invadiu uma legião de activistas, que julga querer bater-se pela justiça social. Ricky Gervais afirmou tratar-se de uma "sátira maravilhosa". Quem é Titania McGrath, a sua autora? É uma "activista interseccional", seja lá o que isso for. Ela jura-nos que a justiça social se conquista juntando uma bandeira arco-íris no perfil do Facebook, ou intimidando quem diga desconhecer o significado de "não binário", ou chamando nazi a quem pense votar num partido conservador. Em suma: os que defendem a liberdade de expressão são criptofascistas. Mas será que Titania existe? Titania é a genial invenção do comediante Andrew Doyle, o verdadeiro autor de um livro que satiriza a loucura activista destes tempos. A loucura do fundamentalismo está presente em várias colorações da direita, como se viu com Trump, mas também tingiu fortemente uma certa visão da esquerda progressista que distorce o que é o progresso. A melhor forma de desconstruir o perigo do radicalismo é a sátira. Em WOKE assistimos à irrisão por absurdo das loucuras identitárias, do radicalismo feminista, e das extravagâncias de género, da deposição de estátuas e do cancelamento da cultura. É um livro político? É, garantimos, o livro cómico mais sério do ano.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
"Quem quiser encontrar neste livro longas teorias científicas, revisões de literatura sobre o tema ou novas descobertas teóricas, deve fechá-lo imediatamente." É com estas palavras que o Professor Daniel Sampaio abre este seu novo livro - "Vozes e Ruídos. Diálogos com Adolescentes". Já o anterior - "Ninguém Morre Sozinho" - sendo embora uma tese de doutoramento, alcançou um enorme êxito junto dos leitores. O Professor Daniel Sampaio sabe aliar o rigor científico, que dá ao leitor a confiança no que lê, com a simplicidade da exposição, que fez do texto uma janela aberta, amplamente aberta. "Vozes e Ruídos. Diálogos com Adolescentes" é isso mesmo: uma janela aberta, sem cortinas, pela qual nos vemos a nós próprios, jovens ou adultos.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Há uma escola pública portuguesa - a Escola da Ponte - que ensina diferente há 40 anos e é conhecida e estudada em todo o mundo. A educação do seu filho é a sua maior preocupação? É professor e tem dúvidas em relação ao sistema de ensino tradicional? Imagine uma escola em que: - os alunos debatem e decidem tudo o que nela se passa; - cada criança define o respetivo plano de aprendizagem; - os professores trabalham em equipa dentro dos diferentes espaços. Imagine agora que essa escola é pública e que: - não se organiza por turmas ou anos escolares; - não divide o tempo em aulas desta ou daquela disciplinas; - não tem campainha para assinalar a entrada e a saída. Imagine ainda que essa escola pública se situa em Portugal e que: - já foi objeto de estudo de mais de 40 teses académicas de vários países; - tem um modelo que é copiado internacionalmente; - é visitada por centenas de especialistas estrangeiros todos os anos (622 em 2016). Saiba, por fim, que essa escola existe e é conhecida como Escola da Ponte. Como funciona? Quais as diferenças no método de ensino? Há estudos sobre os resultados? Quem são os professores? Como atuam no espaço de aula? Aliás, porque é que são espaços e não salas de aula? E porque é que são orientadores educativos em vez de professores? E os alunos fazem o que querem? E como resolvem os conflitos? E, já agora, aprende-se o quê na Escola da Ponte? O romancista e ex-jornalista Paulo M. Morais protagonizou uma longa imersão na escola mais democrática do país e relata de forma magistral as certezas e as dúvidas em torno de uma escola única.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
De bicicleta ou de Google Earth, dar voltas em Portugal constitui um modo de (re)conhecimento perfeito para preencher curiosidades ou estranhamentos acerca da exótica geografia da terra dos portugueses. Dizem-nos e demonstram-no de maneira variada que tal terra existe mesmo, que tem um certificado de nascimento, um corpo, uma alma, uma identidade. Não tem nem tem de ter. Muito se insistiu no Portugal dos marinheiros, dos fados ou da bola no jardim à beira mar plantado - um território, o nevoeiro dos antepassados, os mitos, o império, a língua, a saudade e a ruína, aquele que os deuses amam e visitam, o bom povo cosmopolita ou burro de trabalho repartido pelo mundo. Pode ser tudo isso e muito mais e mudar no dia a seguir ou perder-se no caminho; pode dar um execrável programa na televisão, um elaboradíssimo ensaio, um solene discurso patriótico ou uma frenética crepitação nas redes socias. Se existe, pode-se-lhe tirar o retrato, variar a pose e os humores do seu território, a sua casa comum. É um caleidoscópio dos cumes do Pico ou da Estrela até aos lodos da ria que é formosa. Não há como congelar tudo numa imagem e as palavras estão cheias de ecos. Não há um fio condutor, um roteiro. Vai-se pela terra fora. Convocam-se palavras de muitas vozes e tempos. Alguma lhe servirá melhor que outras.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Este livro funciona como um instrumento para repensar a nossa vida em tempos de crise do pós covid-19. Não se detém na análise da pandemia, nem se lamenta pela situação que atravessamos. Pelo contrário, olha em frente: convocando disciplinas como a neurociência ou a psicologia, mas também a obra de filósofos que se preocuparam em desenvolver o conceito de «alegria e serenidade apesar da adversidade» (de Buda a Montaigne, de Lucrécio a Nietzsche, passando pelo seu grande mestre, Espinosa), Frédéric Lenoir, o autor de O Milagre Espinosa, mostra como esta crise é uma oportunidade para mudar a visão de nós mesmos e de melhor nos relacionarmos com os outros e com o mundo em redor.
Nº Páginas: 0
Sinopse:
Vítor Gaspar fala pela primeira vez sobre os seus dois anos enquanto ministro das Finanças. O episódio da carta de demissão, as negociações à porta fechada com a Troika, as verdades desconhecidas sobre o PEC IV, o convite para ser ministro das Finanças, a relação com Paulo Portas, o presente e o futuro de Portugal, e muito mais, é pela primeira vez contado ao grande público. Um livro de entrevistas conduzido por Maria João Avillez, em que finalmente se fica a saber quem é Vítor Gaspar.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Este livro nasceu do sentimento de que, no contrato que estabelecemos com o Estado, somos nós, cidadãos, quem geralmente perde." Nestas páginas, Maria Filomena Mónica visita os lugares do poder, onde ele se exerce ou exibe - no Parlamento, nos tribunais, nas reuniões camarárias, nos congressos dos partidos, nas repartições ou na Igreja Católica. Vai como uma repórter, captando as palavras dos políticos e dos burocratas, mas também o de pessoas comuns que enfrentam o poder demolidor do Estado e das instituições que deviam servir os cidadãos e que, pelo contrário, são monstros inamovíveis. Complicam a nossa vida, isolam-se, tornam-se demasiado poderosos e, ao mesmo tempo, ridículos e enfadonhos, como acontece com os políticos: "Tão enfadonhos que cheguei a suspeitar que os seus discursos constituíam uma estratégia deliberada para adormecer o país, a fim de poderem atuar à vontade." A reedição deste livro prova a sua imensa atualidade.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Dos primeiros computadores às redes sociais: descubra quem sonhou revolucionar a nossa vida Quem foram os homens e as mulheres que nos últimos cem anos revolucionaram as tecnologias de informação? Visionários conta a história de cientistas, inventores e empresários cuja visão única do mundo mudou a nossa forma de comunicar, comprar, trabalhar e até de viver. Dos computadores da Segunda Guerra Mundial aos smartphones, da Inteligência Artificial ao turbilhão de likes das redes sociais, o mundo nunca mudou tão depressa e em tão pouco tempo. Por detrás desse turbilhão de imprevisibilidade e crescimento exponencial estão eles, os Visionários. Uns verdadeiramente visionários e geniais, outros mais oportunistas e astutos, todos nos sentimos fascinados por estas personagens, esquecendo, por vezes, o lado mais negro do mundo que ajudaram a criar.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
A difusão de informação falsa ou enganadora não é um fenómeno novo. Mas o desenvolvimento tecnológico e a consagração das plataformas digitais como principal fonte de informação resultaram num agravamento do fenómeno, atingindo um nível de virulência que o transforma numa das mais prementes ameaças às sociedades livres, plurais e democráticas. Enfrentamos uma epidemia de fake news, parte integrante de uma mais ampla guerra da desinformação e cujos efeitos são evidentes: do Brexit e eleição de Donald Trump, ambos em 2016, à vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do Brasil em 2018, passando pelo crescimento de movimentos antivacinação, negacionistas das alterações climáticas ou vendedores de curas milagrosas, por entre inúmeras fraudes, mentiras e teorias de conspiração. A produção de fake news está a funcionar como uma indústria poluente, tão lucrativa para os que a exploram quanto nociva para os que a consomem. E a partir do momento em que é utilizada como instrumento de propaganda política, desinformação e manipulação da opinião pública, torna-se urgente a neutralização do vírus. Objectivo para o qual este livro, da autoria do director e do director-adjunto do Polígrafo (o primeiro jornal português de fact-checking), visa contribuir, explicando e reflectindo sobre o fenómeno e apresentando medidas de profilaxia eficazes que consistem na promoção da literacia mediática e da verificação de factos.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Em 2013, Edward Snowden, aos 29 anos, surpreendeu o mundo quando trouxe à luz alguns dos segredos mais bem guardados da Inteligência americana, a deriva autoritária do Estado e a sua compilação, categorização e uso indiscriminado da informação privada dos cidadãos, incluindo chefes de Estado e de governo. “Vigilância Massiva, Registo Permanente” denuncia a colaboração entre a espionagem e as grandes multinacionais da era digital, que mostra como somos vigiados e se vende a nossa informação pessoal. Porque, como avisa, "a luta pelo direito à intimidade é a nova luta pela nossa liberdade". Um livro explosivo com o testemunho de uma das pessoas mais procuradas do mundo que irá abalar a geopolítica mundial e que irá fazer reflectir o leitor e mudar a sua perspectiva como utilizador da internet.
Nº Páginas: 440
Sinopse:
Jan Morris é hoje o nome mais importante de entre os autores vivos de literatura de viagens. Nas palavras de Paul Theroux, outro dos grandes escritores viajantes do nosso tempo, é "um dos maiores escritores descritivos da língua inglesa". De hoje e de sempre, depreende-se. Por isso ele lhe chama também "um génio da viagem". O livro que tem nas mãos, caro leitor, é já um clássico. Publicado originalmente há meio século, é muitas vezes referido como o livro sobre Veneza. Nele, Jan Morris entrelaça o H grande da História com um apuradíssimo sentido de observação para o h pequeno das histórias do quotidiano. É assim - para dar apenas um exemplo comezinho - que ficamos a saber porque há tantos gatos e porque deixou de haver cavalos em Veneza. A autora, que publicou pela primeira vez este livro, em 1960, ainda com o nome de James Morris e cuja mudança de sexo na década seguinte acrescentou notoriedade à sua já famosa carreira jornalística, é uma figura extraordinária também por razões biográficas. É numa permanente inquietação da viagem que Jan Morris, percorrendo o mundo para o interpretar, tenta revelar o enigma dos lugares que visita tal como se propõe desvendar o seu próprio enigma interior. "Por vezes, rio abaixo, quase penso que o consigo; mas então a luz muda, o vento vira, uma nuvem atravessa-se à frente do sol e o significado de tudo isto volta uma vez mais a escapar-me."
Nº Páginas: 360
Sinopse:
"Este não é um livro de crónicas. É um livro de obsessões. As minhas, entre 2008 e 2015, devidamente exorcizadas nas folhas da "Folha de S. Paulo", às segundas ou terças, com maníaca pontualidade. A paleta cromática é ampla. Mas, no meio do colorido, percebo agora que as crónicas aqui escolhidas têm o mesmo vestuário. No tom, uma certa recusa em comentar a loucura do mundo com a loucura da seriedade. E se falamos dos temas, dos persecutórios temas, eles lidam precisamente com esta nova "era da brutalidade" - política, social, intelectual, estética - que emergiu quando a história não chegou ao fim. Os dois primeiros capítulos, na aparente diversidade de assuntos, recolhem e apresentam este novo estágio em que vivemos. Ao contrário do que sucede no célebre poema de Kavafys, os bárbaros não chegam porque eles já estão dentro da cidade. Mas se os bárbaros estão cá dentro, que podemos nós fazer? Denunciá-los e combatê-los, sem dúvidas. […] Os dois capítulos seguintes procuram realizar essa modesta e solitária tarefa."
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Diogo (o filho) e Luísa (a mãe) introduzem-nos no seu mundo muito próprio através de uma permuta de confidências para a qual, enquanto leitores, somos solicitados. Diogo nasce. Diogo cresce. Luísa observa-o, em permanente sobressalto. Diogo é diferente. Nas atitudes, nos gostos, na sensibilidade, nas amizades que procura. Sente-se perdido. Não pertence a nenhum lugar. Não se "identifica". Luísa apercebe-se do sofrimento e dos permanentes conflitos íntimos do filho. Mas tem relutância em admitir aquilo que, afinal, sabe. Sempre soube. O instinto de protecção que desenvolve cada vez com mais intensidade resulta num mundo a dois, isolado do restante núcleo familiar. Um mundo que ambos partilham e percorrem numa autêntica via dolorosa. No diálogo franco e livre que sempre mantiveram, só tardiamente as palavras cruamente descodificadoras de tanta amargura aconteceram (Mãe, sou homossexual). Diogo, que fazer quando nos sentimos diferentes? Luísa, como gerir a tua frustração, a dor infinita que te consome ao tomares consciência de que este filho tão amado não te dará nunca os netos que adorarias ter, e que cultural e socialmente sabes representarem o paradigma da continuidade da família? Será suficiente a tua quase inesgotável capacidade de compreensão, de paciência, de amor? Ler estas páginas é apreender uma experiência duríssima. É reflectir profundamente sobre "o outro". Porque ser diferente não é uma questão de escolha. Vagabundos de Nós aborda o que de melhor e de pior há em cada ser humano, deixando em aberto as pistas para a problemática da condição de não haver escolha. Basta, com a humildade que dignifica, querer seguir essas pistas.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Este livro não é sobre a maneira como estragámos tudo, mas sobre o tipo de mundo em que queremos viver agora. Em 2020, movimentos de protesto em todo o mundo revelaram as desigualdades incrustadas no tecido da sociedade. Os incêndios que devastaram a Austrália e a Califórnia tornaram claro que estamos no meio de uma catástrofe climática. A pandemia mostrou a todos a fragilidade da nossa economia e as teorias da conspiração que rodearam as eleições nos EUA demonstraram o mesmo em relação à democracia. Os governantes não têm respostas. Na realidade, os governantes são, muito frequentemente, o problema. A comentadora política Ece Temelkuran apresenta uma narrativa nova e convincente para o momento que atravessamos. Não para um futuro idealizado mas para o agora. E pede-nos que façamos uma escolha. Que escolhamos a determinação em vez da esperança; que enfrentemos o medo em vez de nos consolarmos com a ignorância; que poupemos a nossa energia para vigiarmos os que detêm o poder e os sistemas destrutivos por eles comandados, em vez de desperdiçarmos tempo a expelir fúria e insultos nas redes sociais.
Nº Páginas: 296
Sinopse:
"Para a vida prosperar neste planeta, tem de existir uma imensa biodiversidade. Só quando milhares de milhões de organismos conseguem tirar o máximo partido de cada recurso e oportunidade que encontram, e só quando milhões de espécies vivem vidas que se interligam de modo a sustentarem-se umas às outras é que o planeta pode funcionar com eficiência. Quanto maior for a biodiversidade, mais segura será toda a vida na Terra, incluindo nós próprios. Contudo, o modo como nós, seres humanos, vivemos hoje na Terra está a colocar a biodiversidade em declínio. O mundo natural está a desaparecer aos poucos. As provas estão por toda a parte. Aconteceu durante a minha vida. Eu vi com os meus próprios olhos. E irá levar à nossa destruição. Contudo, ainda há tempo para desligar o reator. Existe uma boa alternativa. Este livro é a história de como chegámos aqui, do nosso grande erro e de como, se agirmos já, podemos corrigi-lo."
Nº Páginas: 408
Sinopse:
Serão a violência, a corrupção ou a ineficiência de vários governos as principais ameaças da democracia? Daniel Innerarity, provando uma vez mais ser um dos maiores pensadores dos nossos tempos, defende que não: a grande ameaça é a simplicidade dos conceitos políticos que tomámos de empréstimo, ignorando a complexidade crescente em que a nossa organização social se desenvolveu. Já não se trata de enfrentar os desafios dos séculos XIX e XX, mas sim os do século XXI. Uma Teoria da Democracia Complexa dirige-se àqueles que não creem nas respostas simples, mas tão-pouco querem desesperar perante a complexidade dos problemas. Nele se formula uma proposta profundamente elucidativa, a partir do pressuposto de que a renovação mais prometedora das nossas democracias será o resultado de torná-las mais complexas.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
"Uma outra Memória" reúne textos de natureza variada que Manuel Alegre tem vindo a escrever e que, dada a sua natureza, se encontravam dispersos. Ao longo destas páginas encontramos uma visão poética do país e da História, o Poema e a Vida, os escritores e os poetas amigos, os músicos e os "camaradas dos sonhos", a política, Portugal e a Europa, a liberdade e o seu último discurso na Assembleia da República.Um livro que é uma longa declaração de amor. À escrita, aos amigos, a Portugal e à língua Portuguesa.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Depois de visitar inúmeras escolas e de entrevistar diversos professores e personalidades da educação, da cultura e da política - de Adriano Moreira a António Sampaio da Nóvoa ou Marcelo Rebelo de Sousa-, o Prof. Jorge Rio Cardoso não tem dúvidas: o grande desafio da nova escola será tornar o aluno e as suas aprendizagens no centro do processo educativo, dando-lhe a possibilidade de ser o próprio a construir o seu conhecimento. Mas, para além dos conteúdos, é essencial preparar para a vida; e as capacidades de pesquisa, análise e comunicação, as atitudes, o comportamento, o trabalho em grupo, a criatividade e a liderança são fundamentais. O autor defende uma escola que leve a realidade do mundo actual para as salas de aula, que propicie trabalho colaborativo e uma abertura ao exterior através da tecnologia. São essenciais conteúdos mais práticos e pluridisciplinares, analisados numa lógica de projecto, horários mais flexíveis e aprendizagens baseadas na aquisição de competências em final de ciclo. A sua voz é a de cada vez mais alunos, pais e professores: queremos uma escola que se reinvente em permanência, para responder aos constantes desafios com que é confrontada.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
A solidão é o mal do século: a epidemia da Covid-19 criou desertos de solidão quase intransponíveis. Com o acesso de cada vez mais pessoas às novas tecnologias podemos estar em contacto virtual com todo o mundo, sem estarmos realmente com alguém. É cada vez mais fácil passarmos longos períodos isolados. Mas o ser humano é um animal social. Impõe-se então perguntar: Sabemos lidar com a solidão? É possível estar só e ser-se feliz? Que prejuízo pode ter para o nosso bem-estar a falta de contacto com outras pessoas? O autor dá-nos a conhecer casos de experiências de isolamento sob matizes variados, quer de figuras heroicas, quer de pessoas anónimas, introvertidas e extrovertidas, alegres e tristes, enérgicas e calmas, mais fortes ou mais frágeis do ponto de vista psicológico, solitárias e sociáveis. Genuíno Madruga na sua volta ao mundo, João Garcia no topo do monte Evereste, Michael Collins a orbitar a Lua e tantos outros. Estes homens pioneiros e corajosos partilham uma capacidade incomum: a de estarem sozinhos consigo próprios sem sentirem solidão. Mas o que é afinal a solidão? Como é que ela se distingue de estarmos sós? Como evitar sofrer quando a solidão nos toca?
Nº Páginas: 416
Sinopse:
José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998, é certamente o escritor português mais traduzido, e mais lido, no estrangeiro. E, no entanto, talvez não seja tão profundamente conhecido no seu próprio país como seria de esperar. Portugal reconhece-o pelos livros que escreveu e que surpreenderam muitos milhares de leitores, mas desconhece-o porventura em muito da sua intimidade e até do seu pensamento. Durante as dezenas de horas de conversas sem tabus de que resultou Uma Longa Viagem com José Saramago, procurou-se ir além de algumas verdades feitas sobre o autor que reinterpreta o Evangelho, que optou pelo exílio ou que profetiza a inevitabilidade da União Ibérica.As respostas de José Saramago foram analisadas por vinte e quatro outros entrevistados, que comentam as suas declarações e a sua prática da escrita, tudo isto num cenário de reportagem dos lugares por onde a sua vida passou e de investigação e análise da sua obra.Há palavras nunca ditas e outras reditas sob o olhar da atualidade. Sem reticências, como compete a quem durante tão grande conversa começou e acabou um novo livro, e a meio achou que não teria mais vida para terminar o desafio de se revelar num diálogo pouco habitual por tão extenso. Uma Longa Viagem com José Saramago será, a partir de agora, uma peça imprescindível para conhecer melhor a vida e a obra de um grande escritor português.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Os factos e os dados objetivos apresentados neste livro demonstram bem que a única experiência governativa portuguesa de aplicação de um conjunto coerente de princípios da social-democracia que até hoje existiu foi altamente benéfica para Portugal e para os Portugueses. Os valores da social-democracia moderna, com destaque para a dignidade da pessoa humana, a democracia pluralista, a justiça social, a igualdade de oportunidades, o acesso aos cuidados de saúde, a difusão cultural, a defesa do ambiente, a economia de mercado e a livre iniciativa privada como fonte primária do crescimento económico, a concertação social e o reformismo, continuam a ser desafios para os governos da atualidade. Estou firmemente convencido de que a repetição de uma experiência de social-democracia, adaptada aos tempos do século XXI, produziria resultados igualmente positivos."
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Nesta obra, são alvo de análise os diversos aspectos do actual puzzle geopolítico, económico e social do continente africano, nomeadamente: a criação e desenvolvimento de instituições eficazes e transparentes, o investimento na educação, a renovação de estruturas de diversificação da economia, os dilemas da industrialização e a imperiosa necessidade de dar e ouvir a voz da sociedade civil.
Nº Páginas: 500
Sinopse:
Organizadores: António Marujo e a Maria Julieta Mendes Dias Escreveu o padre Anselmo Borges acerca da teologia de Bento Domingues: "Trata-se de uma teologia do Reino de Deus [que é] o futuro de Deus enquanto ‘o horizonte mais abrangente de esperança’ para o mundo em todos os domínios da vida, incluindo, portanto, a política, a cultura, a economia, a ecologia." De todos esses temas tratam as crónicas antologiadas neste volume e dedicadas a questões sociais e políticas: a presente crise económico-financeira e os estragos que ela está a provocar à democracia e à Europa, a reflexão ética sobre o exercício do poder, o escândalo gritante da miséria de tantos em contraste com a opulência de alguns, a busca da justiça social, o absurdo da guerra e da corrida armamentista, o diálogo entre culturas e religiões como caminho para a paz, a laicidade como possibilidade de exercício da dimensão religiosa das pessoas em sociedades democráticas. Também a (falta de) alma da Europa, o desafio da paz, da esperança e da justiça no Médio Oriente, as ilusões e utopias da América Latina ou a busca de novos rumos para a martirizada África marcam a reflexão que aqui se reúne. Uma reflexão caracterizada pela lucidez, liberdade e bom humor, na forma de fazer teologia na praça pública a que frei Bento Domingues nos habituou.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
“Para onde caminha o mundo se deixarmos aprofundar o fosso que separa irremediavelmente os ricos — os imensamente ricos — dos pobres, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas? “Se nada fizermos para regulamentar a ordem internacional, no sentido da paz, da justiça e do direito — revigorando a ONU e recusando o ‘directório dos países ricos’, criado com que legitimidade? Se não formos capazes de corrigir os atentados contra os equilíbrios ecológicos do Planeta, que estão a pôr em risco a biodiversidade e a própria sobrevivência da espécie humana? Se não conseguirmos dar resposta — e de forma global — aos desafios com que estamos confrontados, neste nosso novo século, que ultrapassam obviamente os Estados nacionais e pressupõem uma consciência ou uma cidadania global?” Neste seu novo livro, Mário Soares, ex-presidente da República e um dos mais proeminentes políticos do século XX português, reúne um conjunto de artigos publicados em jornais sobre variados temas actuais e polémicos como a globalização, a cimeira da Terra, a convenção europeia, a estratégia anti-terrorista, o 11 de Setembro, o regresso dos Bush e do partido republicano, a guerra no Iraque e o anti-americanismo.
